Itabira está de olho no Yuan, moeda dos comunistas chineses, para o seu desenvolvimento após a mineração

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A Prefeitura anuncia para o dia 29 deste mês a visita de uma missão empresarial chinesa a Itabira, quando se espera assinar um Memorando de Entendimento para viabilizar a expansão do campus da Unifei e a implantação do Parque Científico e Tecnológico.

A parceria com os comunistas chineses deve incluir também investimentos na instalação de um aeroporto de cargas, como meio de melhorar a logística de transporte no município, que já conta com um ramal ferroviário da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), mas que só leva o minério de suas minas.

Os executivos que virão a Itabira são da estatal chinesa Chalieco (China Aluminum International Engineering Co. Ltd.), subsidiária da Chinalco (Alumínio Corporation of China), cujo acionista majoritário é o governo chinês.

Visita do prefeito Ronaldo Magalhães e comitiva à China no ano passado (Foto: Divulgação)

A expectativa do prefeito Ronaldo Magalhães (PTB) é assinar o memorando durante a visita da missão chinesa, com perspectiva de se fechar um acordo de investimento da ordem de US$ 200 milhões.

Os projetos já foram apresentados aos chineses por ocasião da visita do prefeito e comitiva ao gigante asiático, em novembro do ano passado. Leia mais aqui.

Segundo o prefeito, os investimentos devem ocorrer na modalidade de empréstimo, com taxas de juro de 2% ao ano, abaixo das que são praticadas no mercado brasileiro.

A garantia para o empréstimo será dada com o que o município arrecada com a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), cuja maior parcela é atualmente destinada ao pagamento do custeio do Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC). E também na limpeza urbana e coleta de lixo.

A Prefeitura terá, portanto, que fazer malabarismo financeiro, uma vez que apenas 20% dessa compensação são destinados à diversificação econômica.

Campus e parque tecnológico é aposta na diversificação econômica

A Prefeitura também negocia com a Vale investimentos no campus da Unifei, que já conta com recursos municipais da ordem de R$ 63 milhões – e da Vale, de R$ 38,5 milhões, em valores não atualizados, alocados na aquisição de equipamentos para os laboratórios dos cursos de engenharia já implantados.

No total, os investimentos no campus devem demandar cerca de R$ 400 milhões até a sua conclusão. Os recursos até aqui alocados pela Prefeitura saíram do Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico de Itabira (Fundesi). Leia também aqui.

O Parque Científico e Tecnológico será instalado em terreno disponível no antigo Posto Agropecuário, que fica a três quilômetros do campus da Unifei e do Distrito Industrial. A infraestrutura projetada inclui a construção de prédios para instalação de empresas incubadoras, além do que vem sendo chamado de “módulos tecnológicos”.

Já o projetado aeroporto de cargas deve ser construído em terreno a cinco quilômetros do Distrito Industrial e do campus da Unifei.  Não se sabe ainda o que será transportado nesse futuro terminal, já que a produção local, excetuando minério de ferro, é insignificante e o transporte de passageiros está sendo considerado secundário. O projeto prevê uma pista com dois quilômetros de extensão.

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