Galo tem vantagem na decisão do Mineiro, mas antes enfrenta “pedreira” no Paraguai

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Luiz Linhares*

Como era esperado, o Atlético não teve dificuldades para superar o Boa Esporte e chegar a final de mais uma disputa estadual.

O empate, no primeiro jogo, em Varginha, se fez valer pelo Var – e também pelo planejamento adotado, sabendo-se que poderia ser decidido na segunda partida em casa.

O que se viu nessa segunda partida foi um domínio total atleticano. Os gols aconteceram de forma até fácil, uma mão cheia conquistada sem grande desgaste.

Com isso, o Galo leva a vantagem para a final, jogando por dois empates ou por uma derrota e uma vitória pela mesma diferença de gols para se sagrar campeão.

É o Atlético que aposta muito nesta conquista. Só espero que não venham com a conversa de levar a decisão para o Independência, com a justificativa de que o rival lá treme ou coisa e tal. Considero um retrocesso, uma tática de time pequeno.

Antes disto, o Galo tem jogos decisivos na Libertadores. Começa o returno do grupo e a necessidade atleticana é de erro zero nos próximos jogos.

O Cerro do Paraguai está com cem por cento de aproveitamento – e é o adversário desta semana, jogando no Paraguai. Qualquer resultado que não seja a vitória tira as chances de seguir na competição. Superação é a palavra – e assim o Galo vai viver a semana.

Cruzeiro tem que vencer no clássico e está bem encaminhado na Libertadores

Galo goleia o Boa (no destaque) e Cruzeiro passa fácil pelo América (Fotos: Bruno Haddad/Cruzeiro e Bruno Santini/Galo)

O time celeste passeou no segundo jogo das semifinais contra o América no Mineirão. Venceu com três gols que ocorreram em bonitas jogadas, criativas e talentosas.

Em nenhum momento o Coelho foi ousado para tentar mudar a história. Quando ameaçou, e para não perder o costume o goleiro Fábio foi uma muralha – uma garantia que todos no time já se acostumaram.

Enfim, passou com méritos e desfez a história de que o América sempre complica a vida do Cruzeiro. Nessa partida até que ofereceu uma certa resistência inicial no jogo primeiro, mas foi muito pouco para poder mudar o ritmo daquilo que acabou se desenhando.

Mano Menezes tem que ser estratégico para reverter a reverter a vantagem que tem o rival de jogar a final por dois resultados iguais. Certo é que o Cruzeiro não sabe o que é perder no ano.

São cento e oitenta minutos que serão disputados. Para o Cruzeiro não basta apenas empatar em cada um dos confrontos finais. Precisa vencer uma partida e manter a invencibilidade do ano. Tem que jogar sabendo que clássico é clássico.

No meio de semana também tem Libertadores, uma disputa mas folgada, pois joga em BH. O seu treinador prega cautela. Venceu o Huracan em Buenos Aires e teoricamente é favorito em casa. Mas todo cuidado é pouco. É preciso continuar vencendo e buscar a melhor campanha nesta fase de grupos. Esse é o objetivo primordial.

Árbitro de vídeo é novidade necessária, mas precisa ser aperfeiçoada

Acredito que ninguém discorda da necessidade de se fazer justiça, faz bem para todos que decisões sejam tomadas com a certeza do fato. Não se tem discussão quanto a isso a não ser que se busque o dolo e má fé em referidas decisões.

Toda essa introdução é para que que eu possa pessoalmente taxar o VAR, o arbitro de vídeo que tem tomado as atenções dos campeonatos regionais em sua fase semifinal – e se tornado o ponto de ação mais irritante do nosso futebol.

Está sendo um saco este tal do Var. Cada gol em que a jogada seja praticada em lance de penetração, lançamento ou mesmo que se tenha originado de um cruzamento lateral tem sido gasto uns cinco minutos entre a bola na rede e a confirmação se valeu ou se alguma irregularidade aconteceu.

Tudo bem que estamos iniciando um processo, todos se adaptando a esse novo tempo, no campeonato Mineiro. Em especial, nos dois jogos entre Atlético e Boa tivemos três gols que aconteceram e não foram validados, cada um com um espaçamento de tempo na casa dos cinco minutos para a sua real decisão. Cito apenas os que não foram confirmados, outros sim carimbados foram – e o tempo de espera também irritou o torcedor, o comunicador e todos de uma forma geral.

Vale a justiça por fazer prevalecer o certo nos campeonatos mineiro, paulista, carioca, enfim, em todas as competições que experimentaram a novidade nas semifinais. Tomara que agora nas decisões todos já estejam mais familiarizados e possam menos se valer desta ajuda.

Rapidinhas

Decisão – A partida final e decisiva do Campeonato Mineiro está gerando polemica quanto ao dia de sua realização. Marcado para domingo, 21 de abril, não pode acontecer, pois ambos jogam na terça-feira (23) pela Libertadores – e não há  prazo legal de 48 horas entre uma partida e outra.

Jogar no dia sábado (20) não tem entusiasmo da emissora detentora dos direitos de transmissão. Daí que a decisão pode acabar ocorrendo na quarta-feira anterior (17). Vamos ver o rolar das tratativas.

Jogo é jogado – Fica provado, mais uma vez, que dispor de muito dinheiro nem sempre significa ter o melhor time e ser aquele que tudo ganha. O São Paulo que vinha tropeçando direto eliminou o Palmeiras no paulistão. Quem diria.

Vamos Valério – Tenho ouvido dizer que o ex-presidente da Liga de Futebol Amador de Itabira e também ex-radialista João Mário de Brito está propenso a assumir os destinos do Valeriodoce Esporte Clube – e que coisas boas podem vir a acontecer.

Fico feliz com esta possibilidade e torço para que se concretizem. Gente qualificada é o primeiro passo para se iniciar a volta por cima.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira – AM

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