Futebol mineiro fica mais pobre com a queda do Cruzeiro, mas a bola gira na mesma velocidade

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Luiz Linhares*

O ano de 2020 começa e continuo com a mesma visão que tem a maioria dos torcedores mineiros no que se refere ao futebol: nada para comemorar, muita apreensão e desconfiança com relação a tudo o que pode vir a ocorrer ao longo da temporada que se inicia no final deste janeiro.

O certo é que só o Atlético irá representar nosso futebol na elite do futebol brasileiro. E o Cruzeiro volta ao primeiro degrau para tentar cobiçar, no ano que vem, o seu lugar neste grupo principal. Lastimável, mas previsível diante de tudo o que aconteceu com o time celeste no ano passado.

Reconstrução do Cruzeiro exige cortes e outras medidas drásticas

O pior é que o drama dessa novela está longe do fim e nada indica que haverá um final feliz. A cada dia surge uma nova história, já se foi uma com o desenho de renúncia para o presidente Wagner Pires e os seus outros dois vices. É um disse me disse sem fim e um mundo de interpelações para desdenhar um buraco sem fim. De certo, o que te se tem é um verdadeiro precipício.

Torcedores do Cruzeiro protestam na Toca da Raposa (Foto: Reprodução/Metrópoles), No destaque charge de Duke (Reprodução/SuperFC)

O grupo de “notáveis” ou de gestores que se uniram para salvar o Cruzeiro Esporte Clube a cada dia descobre novas situações.

E o rombo que se avaliava em R$ 700 milhões já ultrapassa a casa de R$ 1 bi, havendo ainda muitas incertezas, principalmente no que se refere a participação de atletas.

Nesse domingo (5) chegou a notícia da demissão de um dos empresários que se colocou para esta situação de salvação. Atuou pouco tempo como CEO.

Trata-se do prefeito de Betim e empresário Vitorio Medioli que nem bem chegou e já se demite do cargo, cedendo lugar para um profissional para atuar no cargo.

André Argolo é o novo diretor executivo do Cruzeiro com autonomia para passar a foice e cortar pela raiz tudo que não combina com o momento do time celeste, sem faturamento e receita e tantas outras coisas mais. Trabalho é o que mais se tem no Cruzeiro. Medidas drásticas precisam ser urgentemente tomadas ou será um salve-se quem puder.

Deixaram o Cruzeiro destroçado, falido. O ano que se inicia vai ser de sacrifício, de time mediano em uma serie B. É preciso plantar tudo novamente, regar bastante para que em breve o torcedor possa novamente, a todo pulmão, gritar com orgulho o nome de seu time de tantas glórias no passado, inclusive recente.

Alexandre Mattos, até como forma de gratidão, assume o futebol por 60 dias, sem ganho. A sua missão será negociar redução de salário de atletas, as saídas de muitos e dar um perfil de clube para que possa iniciar com o campeonato Mineiro, Copa do Brasil e o que virá pela frente.

Uma nova casa, novo perfil e torneiras fechadas. Com certeza vale o esforço. A marca do Cruzeiro é gigante como é também a sua torcida. Reconstrução geral deve ser a palavra de ordem, com certeza.

Nesta semana começa a preparação de campo, com o fim das férias. O técnico Adilson Batista irá, junto com Alexandre Matos, traçar essa cara nova do time, que, pelo visto, será mais caseira, com base no pagamento de salários que possam ser honrados. Um novo Cruzeiro passa a ser agora desenhado dentro dessa nova realidade.

Sem novas contratações, Atlético aguarda avaliação do treinador Rafael Dudamel

Novo treinador do Galo, Rafael Dudamel: reforço pela base

Já o torcedor do Atlético ficou esperançoso, na expectativa de novas contratações. Mas até agora o que se tem é apenas a contratação do treinador Rafael Dudamel que chega com respaldo do bom trabalho desenvolvido na seleção da Venezuela. O novo treinador tem perfil de trabalhar com jovens promessas.

Saídas de atletas já ocorreram com a venda de Luan e Chará, já negociados. Elias já está com contrato findo, nada diferente do esperado.

O trabalho de preparação do time alvinegro começa com grande expectativa de qual será a análise que fará o novo treinador.

A partir desse balanço, já com muito atraso diante do que vem ocorrendo no mercado da bola, é aguardar as alternativas que certamente virão com novas contratações, para se ter um time competitivo para a próxima temporada. Vamos aguardar para ver o que acontece.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-Am

 

 

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