Fraquezas e limites da humanidade. É hora de rever culturas milenares e mudar costumes

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Veladimir Romano*

A vida dos povos e da travessia terrena é repleta de sofrimento, dor, agonia, desafios e, perante o longo histórico arquivado, a primeira imagem será sempre da quantidade de pestes, doenças, pandemias e pedaços relatados da incerteza humana perante a sua existência.

Basta um vírus que marca o quanto este mundo e a vida recebe das mensagens embaladas pelo conflito natural, a reserva dos elementos que nos devolve uma consciência mais pura sobre a relatividade do nosso saber, do conhecimento, mas também das nossas fraquezas, para todos os sistemas balançando na dúvida entrarem em colapso.

Quando menos se espera a humanidade recebe mensagem dura, rigorosa, disciplinada, direta que poderia ser eficaz se na mentalidade e na vaidade dos homens e mulheres habitantes do planeta, soubessem ponderar e compreender qual tipo de mensagem a Força e Energia Universal está querendo passar avisando dos limites dessa mesma humanidade.

Sabendo chorar seus mortos, o homem não deixa de ter apelos à raiva, criando depois ele mesmo guerras quando não intrigas estratégicas para se sobrepor ao vizinho. De como os homens quando esse vizinho se aplica na sua política que não sirva interesses elitistas, logo o vizinho é o inimigo.

E assim vão nascendo aplicáveis sanções, boicotes, tentativas de golpe, compra de opositores aos regimes considerados “inimigos”, gente descartável, povos a explorar e manter na miséria para o bem de algumas elites que dominam os mercados financeiros sem compaixão. E que, sobretudo, utilizam-se da demagogia e cada vez mais dessa “democracia” que dificilmente conseguirá ser efetivamente Democracia.

Hábitos alimentares de povos que esquecem cada limite, onde está a fronteira entre o saudável e o necessário. Nem tudo vale em nome da alimentação, pois, no meio do caminho, em algum momento a fatalidade dos efeitos colaterais aparecerá.

E ainda há a destruição da Natureza, da qual somos parte igualitária. Não somente a China, mas toda a região asiática devem repensar esses hábitos alimentares seculares. Rever esses hábitos é uma imposição e necessidade, diante dos efeitos provocados pela passagem de um vírus habitante de um sistema genético em morcegos. E que agora se tornou viajante pelo mundo, por meio de milhares de corpos humanos lutando sem quartel contra a própria existência.

Dura, frontal e traumática realidade. Pois todo esse flagelo deveria unir seres humanos, para que possam fazer uma profunda reflexão sobre a própria vida. É uma oportunidade para analisar como tem sido tão útil a nova tecnologia,  ajudando nações e organizações internacionais, como também nacionais, para que possam orientar a sociedade até que chegue o antídoto capaz de controlar o vírus,

E que se façam novas e urgentes reformas sérias. Não pelos interesses cinzentos da matilha assassina que um dia aprendeu a deitar laço na garganta desta mesma humanidade somente pelo gozo de mandar, dominar, sujeitar, infectar, fanatizar; entre outros males muito sérios dos quais toda a humanidade vem sofrendo. Nos tempos decorrentes, pouco ou nada tem sido feito para libertar malditas correntes nas quais ficaram povos estancados sem reação.

Mas ainda há esperança. Que se renova a cada ano pela filosofia humana, quando o calendário fecha e começa outro ano. Não morre esse simbolismo dos mais otimistas, idealistas e progressistas pedindo equilíbrio, justiça, respeito, mas que poucos ou ninguém escuta.

escutando agora o mistério das divinas forças astrais mandando todos nós dançar o tango da morte lenta,  caso não mude esta humanidade de trato, e de tanta desumanidade, ignorância. São os sentimentos egoístas e os muito mal orientados projetos que a ameaçam a vida no planeta.

Se a vida continua, também o corona se espalha. E é certo que outros vírus virão…

*Veladimir Romano é jornalista e escritor luso-caboverdiano

No destaque, mercado chinês de animais fechado (Foto: Getty Images, via BBC.

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