Flamengo sonha com a final do Mundial no Quatar contra Liverpool, mas antes precisa passar pelo Al Hilal

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Luiz Linhares*

Completa-se a primeira semana de férias no calendário do futebol brasileiro. De todos os clubes desta pátria amada Brasil, salve, salve, apenas o Flamengo continua suas atividades, agora no Quatar, onde nesta semana inicia a disputa por mais uma conquista do título Mundial de Clubes.

Foi sem dúvida o ponto alto de 2019 no futebol brasileiro. Com uma campanha intocável, o Flamengo conquistou os campeonatos Carioca, Brasileiro e a Libertadores das Américas.

Foi essa última conquista que o credenciou para a disputa mundial no Oriente Médio. E sonha chegar à final, bater o campeão europeu Liverpool e subir ao pódio do mundo.

Mas voltando ao nosso futebol, ao Flamengo só faltou conquistar a Copa do Brasil – e foi por pouco também. Com um planejamento de clube extremamente bem feito, o campeão brasileiro comprovou o acerto com capacidade, planejamento, estrutura e aporte de recursos, o que fez marcar a história.

Nesta terça feira joga contra o Al Hilal dos Emirados Árabes na semifinal. Passando dessa fase, chega à final possivelmente contra o todo poderoso Liverpool, da Inglaterra,  que antes tem que superar os mexicanos do Monterrey. E se assim for, teremos a tão esperada final entre Flamengo e Liverpool.

Mas todo cuidado é pouco. Como se sabe, o Atlético Mineiro nem chegou à final em 2013, perdendo para o Raja Casablanca, deixando assim escapar a final com o Bayer, de Munique.

Daí que é importante respeitar o adversário e fazer o que fez em quase a totalidade do Brasileirão. Ou seja, encantar é a meta do time brasileiro.

Enquanto jogadores tiram férias, o mercado da bola continua girando

Fora o Mundial de clubes, o que temos são as especulações de sempre nesta época do ano. Enquanto jogadores descansam, os cartolas trabalham nos bastidores, com trocas, compras, vendas e negociações que vão armando a cara de todos para o que vem pela frente.

No cenário nacional o treinador argentino Sampaoli é o nome do momento. Deixou o Santos, não se acertou com o Palmeiras e está no mercado como sonho para muitos clubes brasileiros.

O Palmeiras descartou o argentino e fechou contrato pela quinta vez com Vanderlei Luxemburgo, que se recuperou e voltou a ficar forte, rejuvenescido após o bom trabalho que desenvolveu no Vasco da Gama.

O Corinthians, agora do Tiago Nunes, contratou o Luan do Grêmio, nome há muito cobiçado por quase todos os grandes de nosso futebol.

Já o Vasco da Gama fala em contratar Abel Braga, enquanto o Flamengo contratou junto ao clube russo o atleta Pedro Rocha, que foi rebaixado junto com o Cruzeiro. É o mercado da bola em plena atuação.

Sem comando, Cruzeiro lava roupa chuva em entrevistas coletivas

Amargo pesadelo: dor e tristeza sem fim pelo rebaixamento do tetracampeão brasileiro (Foto; Felipe Correia/Estadão)

O Cruzeiro continua com capítulos lastimáveis em seu dia a dia. Ninguém se entende, os bastidores são cada vez mais sombrios, entra e sai de comando. Ao que parece, apenas uma varredura geral pode salvar a curto prazo tudo de ruim que conseguiram fazer com uma agremiação quase centenária.

União de forças parece ser a única salvação. Se não bastasse o time ter sido rebaixado, acumula-se atraso de quase três meses de salários, não só de atletas como de todo o grupo Cruzeiro, com dividas crescentes e sem receitas.

Troca-se o comando do futebol – é um entra e sai na expectativa que dê certo mesmo, mas o que se observa é um dirigente soltando os podres de um e outro nas entrevistas coletivas.

Um clube literalmente sem comando. Uma luz de muita intensidade é o sonho para este natal cruzeirense que se aproxima. Só algo surreal pode acalmar os grupos, de modo que possam pensar no clube e em sua grandeza. O time celeste nunca foi tão mal gerido. Fatos novos são esperados antes que o abismo fique iminente.

Atlético segue sem técnico e busca por reforços já sem contar com o Menino Maluquinho

Luan, o Menino Maluquinho, já não é mais do Atlético que está em busca de técnico e de reforços (Divulgação)

O Atlético vive situação mais tranquila e vem trabalhando em silêncio – e assim nada de novo até aqui aconteceu. Ainda não tem treinador para o ano que vai chegar.

Com ajuda de patrocinador, conversa com o argentino Sampaoli, que, por sua vez, não teve a sua proposta de contratação aceita pelo poderoso financeiramente Palmeiras.

Pelo que se sabe, o Galo inicia o próximo sem grandes recursos. Contratar o técnico argentino seria uma jogada de marketing bem-sucedida.  Ou não. Resta aguardar pelos próximos capítulos.

Sonhar com Sampaoli pode dar em nada. E se chegar a fechar contrato com Cuca, ou com Marcelo Oliveira, ou algo no mesmo padrão não vejo como algo imprevisível, isso pelo momento que vive o futebol mineiro.

Uma coisa já é certa: o torcedor atleticano não mais vai aplaudir ou vaiar o menino maluquinho Luan, que se foi para o outro lado do mundo.

Nada ainda de novo. Para o torcedor, passada a euforia pelo rebaixamento do adversário, resta muita preocupação pelo que virá, com certeza.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-AM

Sobre o Autor

1 comentário

  1. Fico consternado com o rebaixamento do cabuloso, mas tudo o que se viu é o que se desenhava no Brasileirão. Flamengo já era o campeão virtual e as últimas rodadas mostraram que o resto já se conformavam com os resultados e metas alcançadas. O Galo se perdeu com tantos jogadores lesionados e com aqueles que nunca mereceram vestir o manto alvi-negro. Por pouco entrava na zona do rebaixamento. O América por pouco voltou a série A, eu disse, pouco, se não fosse a pífia campanha do primeiro turno. De tudo o que foi dito, o Flamengo tem um dívida monstruosa com os meninos que morreram queimados no ninho do urubu. Será que com os prêmios ganhos nas conquistas alcançadas as indenizações serão realmente saudadas? Uma mancha no rubro negro.

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