Flamengo bota a mão na taça após seguidos tropeços dos que lideraram o Brasileiro

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Luiz Linhares*

Na última semana tivemos a rodada final do Brasileirão, versão 2020. E foi uma loucura, assim como foi ao longo das últimas doze rodadas. Até parecia que nenhum time queria o título nacional.

O que se viu ao longo da temporada foi a liderança do campeonato passando de mão em mão – e a todo instante um tropeçava, com o torcedor se decepcionando vendo time grande sendo dominado no placar pelo pequeno que lutava contra o rebaixamento.

Foi assim com o Atlético, São Paulo, Internacional. E, por último. O Flamengo só assumiu o topo na penúltima rodada e acabou sendo campeão mesmo sendo derrotado na última partida.

Acabou sendo consagrado campeão ante não vitória do Internacional, no Beira-Rio. Difícil explicar toda essa volatilidade. Mas é certo que já não temos grandes times consolidado.

Outra explicação é o desgaste decorrente da pandemia, o que tornou a disputa atípica, com muitos jogadores sendo testados positivos, desfalcando as suas equipes em partidas cruciais.

Ao que transpareceu, a maior preocupação dos times que lideraram a disputa foi garantir vaga na Libertadores. Nesse caso, o Atlético firmou o pé no final e conquistou a terceira colocação, o que garantiu ingresso direto na fase de grupos.

Tem agora o sonho de conquista bem real, após temporada em que foram feitos grandes investimentos para que o torcedor volte a acreditar em um ano totalmente alvinegro.

Campeonato Mineiro tem início já mostrando testes e acertos que valorizam a disputa estadual

Foi oi dado o pontapé inicial para o Campeonato Mineiro. Como de costume, para os grandes, trata-se de um momento para se fazer os primeiros testes e acertos de equipe visando a temporada nacional e internacional.

Uma competição que hoje em dia recebe mais críticas e votos de extinção do que propriamente de valorização da força esportiva de um estado. Neste ano ainda seguimos a cartela do tudo diferente, sem o torcedor no estádio e com a dúvida em relação ao nível a ser apresentado pelas equipes.

Mas confesso que gostei do que vi na primeira rodada em relação ao desempenho do Boa, de Varginha. E sem ainda ver jogar, sei que Caldense e Tombense tendem a ter times com uma qualidade razoável. Mas não gostei do Uberlândia e muito menos da URT nesta rodada inicial.

Reforços no Cruzeiro

Cruzeiro e Uberlândia ficaram só no empate na estreia do Mineiro (Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

O novo Cruzeiro foi o que chamou mais a atenção nesse início. Trabalho começando sob a batuta do técnico Felipe Conceição e alguns reforços de destaque para a série B do Brasileiro por outras equipes que chegarão, terá um trabalho longo para um ano extremamente importante e difícil.

Em Uberlândia assisti um desempenho diferente do grupo, com uma defesa quase a mesma, de novo um jovem zagueiro e o experiente Alan Ruschel pela esquerda. Dois volantes com mobilidade e um armador chamando o jogo para a criação. E no ataque os experientes Rafael Sobis e o William Potker.

Uma imagem de jogo diferente do que acompanhamos com o ex-técnico Felipão, um time que procurou propor o jogo, se jogou para cima do adversário e criou muitas oportunidades.

Com apenas 14 dias de trabalho com os novos contratados, seria injusto exigir muito mais do novo treinador cruzeirense. Mas é certo que mesmo com a fragilidade do Uberlândia, que entendi ser bem fraco neste primeiro momento, o Cruzeiro já mostrou evolução.

Nota-se que Mateus Barbosa e Neris são de qualidade, que o Marcinho tem o poder de ver o jogo que faltava ao time até então. Enfim, o Cruzeiro reconhece o seu lugar e sabe que precisa jogar muito para o time voltar à sua grandeza.

Isso deve ocorrer com os pés no chão, dando um passo a cada vez rumo a reconstrução. Certamente o Mineiro vai ser de vida difícil e de acertos para dias melhores. Paciência e apoio são fundamentais.

Atlético estreia no Mineiro com goleada e homagem ao goleiro Victor

Victor é homenageado, aposenta como goleiro, mas continua no Atlético (Foto: Alexandre Guzanshe-EM-DA Press)

Já o Atlético estreou no Mineirão sem comando técnico e sem ainda colocar em campo as suas novas contratações, exceção para o lateral esquerdo Dodô, que começou o campeonato jogando e não decepcionando.

Os atletas que vinham sendo titulares terão um período de descanso e só devem retornar com novo treinador definido para substituir o Sampaoli que se foi como era esperado.

Contra a fraca URT, de Patos de Minas, o Galo entrou em campo um bom time, mostrando a força de grupo. O goleiro Victor jogou e encerrou carreira recebendo justas homenagens do clube e do torcedor, que não esteve em campo, mas se manifestou pela rede social.

Outros atletas que não vinham jogando normalmente começaram o jogo, a exemplo de Mariano, Igor Rabello, Gabriel, Dylan Borrero, Zaracho, Marrony e Tardelli, jogadores que, com certeza, seriam titulares em outras fortes equipes brasileiras.

Entraram em campo novos futuros craques como Savinho, Calebe, Echaporã que fez até gol, Iago, Felipe e Mateus Lima. Foi uma partida tranquila para os atleticanos, com vitória merecida, envolvente e sem alarde.

Tem o Atlético a tranquilidade de grupo para disputar o Mineiro e condições para se acertar visando a Libertadores e o Brasileiro, sem perder força e em condições de mesclar o time diante das necessidades futuras.

A expectativa agora é para saber quem será o novo treinador. Nos bastidores, e no disse me disse, fala-se na volta do ex-técnico Cuca, depois da recusa de Renato Gaúcho, que disputa pelo Grêmio a final da Copa do Brasil, tendo perdido a primeira a primeira partida para o Palmeiras – e e em Porto Alegre.

No próximo domingo decide tudo em São Paulo. Por fim, especula-se, e de oficial até agora fica a dúvida, se um desses ou outro elemento surpresa irá dirigir o Galo em um ano superimportante, quando disputa tudo, almeja tudo e está fortemente agrupado para novas e importantes batalhas.

Em partida equilibrada, América vence o Boa, que também mostrou bom futebol

América poupa jogadores e vence o Boa na melhor partida da abertura do Mineiro (Foto: Maurão Panda/América)

O América também começou bem o Campeonato Mineiro. Foi o melhor jogo que assisti nessa primeira rodada. América e Boa fizeram um duelo até equilibrado.

Tem o Coelho um grupo melhor formado. Poupou alguns titulares no tempo inicial, voltou com alguns já a partir do intervalo. E foi um deles, o Alê, que no início do tempo complementar e de cabeça fez o único gol da partida.

O Boa me agradou, com uma meninada assanhada. Teve como destaque o jogador Escuro, que joga no meio e aparece muito tanto no desarme como na ação inicial de criação.

Enfim o América, dispõe da base que fez bonito no ano que se foi e se arrumando para um 2021 melhor, disposto a brigar pelo estadual.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-AM

 

 

 

 

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