Feliz Ano Velho

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Na última reunião ordinária do Conselho Municipal (de Defesa) do Meio Ambiente (Codema), realizada no dia 5, a secretária e presidente do órgão ambiental Priscila Braga Martins da Costa ofertou aos conselheiros, e a todos os presentes, um “mimo” de Natal desejando feliz ano novo.

Até aí nada de mais, afinal é de bom tom, ao se chegar o fim de um árduo ano de trabalho, ainda mais sendo voluntário como é o caso dos conselheiros do Codema, desejar que o próximo ano seja de alegria, saúde, paz e amor, com trabalho e ótimas realizações para todos.

Afinal, ninguém deve desejar mal ao próximo, mesmo que esse seja um inimigo ou adversário político, principalmente no fim do ano, quando se celebra o nascimento do filho de Deus.

Foi o que fez a secretária municipal ao final da reunião, aquela que antecedeu a fatídica extraordinária do dia 12, quando os conselheiros votaram contrário ao pronunciamento do colega Glaudios Detoffol Bragança. Leia mais aqui.

Como se sabe, Glaudios pretendia apresentar críticas e sugestões ao projeto de lei que modifica a legislação ambiental do município, já aprovada pelos vereadores – e foi para esse fim que a reunião extraordinária havia sido convocada.

Pelo voto da maioria dos conselheiros presentes na reunião extraordinária, mas com clara indução da secretária, o conselheiro Glaudios foi impedido de apresentar as suas críticas ao projeto, posicionamento que foi considerado, por alguns, não pela maioria, como uma atitude nada republicana dos conselheiros, antidemocrática.

Confraternização

O mimo de fim de ano ofertado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente: Obrigado 2018!!! Feliz 2019!!!

Pois bem, mas antes dessa lamentável censura ocorrer, na reunião anterior do Codema, o clima ainda era de confraternização.

E daquela reunião, diferentemente do que ocorreu na extraordinária, todos saíram felizes, com a consciência tranquila do dever cumprido durante o ano que ora se finda, satisfeitos por contribuírem com a melhoria das condições ambientais no município.

Isso não obstante as barragens gigantescas com rejeitos de minério existentes ao redor da cidade, todas maiores que aquelas que mataram centenas de trabalhadores, moradores e turistas em Brumadinho e Mariana, para não se esquecer de lembrar.

Pauta essa que sequer foi, ainda que de passagem, discutida pelos conselheiros, pois isso é assunto muito técnico, que deve ficar restrito aos doutos especialistas em engenharia e geotecnia. Afinal, não é assunto para qualquer conselheiro dar palpite, mesmo que seja de um órgão ambiental.

Finda a reunião ordinária, a secretária ofertou um “mimo” para todos levarem como brinde para enfeitar o lar doce lar: uma árvore de Natal na forma do tradicional e exótico pinheiro, confeccionado em papel reciclável, possivelmente reaproveitado de algum trabalho escolar do ensino fundamental, com uma estrela de Belém ao alto e uma vara de bambu perpassando o papel, com uma base de gomo do mesmo material.

Singelo o mimo, para não dizer simplório. Mas o que importa é a boa intenção. Só que um detalhe não passou despercebido: os competentes assessores da Secretaria de Meio Ambiente, no afã de reaproveitar materiais, como recomenda a boa prática ambiental, esqueceram-se de atualizar a data.

E o mimo saiu assim: Obrigado por 2018!!! Feliz 2019!!!. Assinado: SMMA.

 

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3 Comentários

  1. Cristina, a Vermelha on

    Insisto sugerir: o melhor é fechar as portas do Codema. Os conselheiros, ora os conselheiros estão afinadas com a Nova Ordem da Destruição. No dinheiro acima da vida.
    Quando o Codema foi criado, foi dirigido pela professora Maria Alice Lage, filha de Áurea – aurora, despertar, alvorecer…..
    Não tenho aqui nenhum documento que relata os feitos dela frente do Codema para cotejar com o Codema da NOD. Entretanto, para ilustrar a força dessa mulher, que não se vendeu e nem se intimidou com a arrogância dos podres poderes, narro aquir um pequenino fato que distingue o primeiro Codema do feique Codema de agora: a Maria Alice e o José Mário eram amigos dos animais, em casa deles encontra-se em boa vida cobra, onça, tartaruga e até cães e gatos. Essa disposição amorosa vem acrescida de um dom natural da Maria Alice, ela é “meia” veterinária, sabe fazer cirurgia em animais e bem sucedida.
    Moral da história, ser ECOLOGISTA é dar valor a vida.

  2. O mimo dado reflete a total falta de respeito até mesmo com os membros do conselho, quem dirá o restante!!!
    Garanto que foi para a lixeira de imediato.

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