Febre amarela avança em Itabira e quem não vacinou deve ser imunizado com urgência

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Embora Itabira conte, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, com cerca de 86% da população imunizada, é preocupante a rapidez com que a febre amarela tem sido disseminada no município – e em praticamente todo o estado de Minas Gerais. Já são 23 casos notificados no município, com um óbito confirmado, quatro mortes em investigação, além de 19 casos suspeitos aguardando resultado dos exames para confirmar ou não o diagnóstico.

Em decorrência, a Secretaria Municipal de Saúde convoca todos os moradores da cidade e do campo que ainda não vacinaram para que procurem um posto de saúde (leia a relação abaixo) para que também sejam imunizados. “A situação é grave”, alerta a superintendente de Vigilância em Saúde Thereza Cristina Oliveira Andrade Horta, para quem a única forma de se evitar a doença é tomando a vacina.

Thereza Horta diz que só a vacina previne e imuniza contra a febre amarela (Fotos: Carlos Cruz e Google)

“Só vacinando toda a população, com uma cobertura próxima de 100%, um índice difícil de ser alcançado, é que resguardamos os moradores que aqui vivem. É imprescindível que todos vacinem”, diz ela, devendo recorrer aos postos de vacinação até mesmo quem acha que vacinou e não tem certeza. Na dúvida, é melhor vacinar novamente.

A doença atinge principalmente os homens, que é o grupo mais resistente á imunização. Devem vacinar não apenas quem reside ou se dirige à zona rural, onde vivem os mosquitos transmissores do vírus (Haemagogus e Sabethes), mas também os habitantes da cidade.

Só assim é possível impedir a propagação da doença, inclusive com risco de retorno da febre amarela urbana, erradicada no país desde 1942. É que mosquito Aedes aegypti, que vive nos centros urbanos, não transmite a febre amarela. Entretanto, pode passar virar um transmissor caso absorva o sangue contaminado de quem contraiu a febre amarela silvestre.

A vacina confere 98% de imunidade e imuniza tanto contra a febre amarela silvestre e urbana. Só com a vacinação em massa é possível afastar o risco do retorno da febre amarela urbana, o que provocaria um número maior de vítimas fatais.

Doença é grave   

Mosquitos transmissores vivem nas florestas

A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), com gravidade variável (pode levar à morte), causada pelo vírus transmitido pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, que vivem em meio à floresta. Portanto, não é o macaco que transmite a doença – e é vítima tanto quanto é o ser humano.

A morte de símios é um importante indicador da presença do vírus, apenas isso. Da mesma forma, não ocorre transmissão da doença de uma pessoa para outra. A única forma de prevenir o contágio pelo vírus e não se contaminar é pela vacinação, que assegura a imunidade por toda a vida.

As crianças podem ser vacinadas a partir dos 9 meses de idade. No entanto, é contraindicada a imunodeprimidos (pessoas com o sistema imunológico debilitado) e pessoas alérgicas a gema de ovo. Gestantes e idosos devem passar por avaliação médica.

Os sintomas da doença são febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).

Onde vacinar

Quem ainda não vacinou deve procurar a Policlínica Municipal (rua Luiz Ventura, na Vila Piedade, próximo da Esplanada da Estação), e nas UBS do Barreiro, Clóvis Alvim, Gabiroba de Cima e de Baixo, João XXIII e Machado, Centro e Vila Santa Rosa, Pedreira I e II, Eldorado, Praia I, Pará, Chapada, Santa Ruth, Amazonas, Major Lage, além dos distritos de Senhora do Carmo e Ipoema.

 

 

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