Eu quero é botar meu bloco no paredão da rua Tiradentes

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Quem perder a batucada de bamba do Bloco Altamente na apresentação pré-carnavalesca, neste sábado (23), a partir de 14h, no paredão da rua Tiradentes, “é ruim da cabeça ou doente do pé”.

O bloco já está ensaiando há algum tempo para fazer uma bonita apresentação, um embrião de muitas outras coisas boas que certamente virão por aí. Surgiu das oficinas de percussão ministradas pelo percussionista Juninho Ibituruna, do Coletivo Altamente, com ensaios alternados em praças da cidade.

É formado por pessoas iniciantes em percussão. Mas os ritmos afro-brasileiros, com as batidas fortes nos tambores, repiques e tamborins, prometem não deixar o público ficar parado. A promessa é de muitos ritmos, encontros e diversão.

Haverá ainda concentração, com a participação do bloco Caretas pros Caretas e Grupo de Metais, e cortejo até o Paredão.  Participarão ainda desse grande encontro os músicos Dan e Duca, Rubiane Sampaio e o super pop  Nandy Xavier.

Pois quem perder esse grande encontro percussivo de “gente bamba”, se não for “ruim da cabeça ou doente do pé”, com certeza “é mulher do padre”, uma expressão muito usada em Itabira no tempo do Onça para designar algo que não existe. Ou existe?

Oportunidade

Oficina infantil com Juninho Ibituruna no 44º Festival de Inverno de Itabira (Fotos: Cíntia Germano e Ursula Brito)

Para o público infantil, por meio da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), Juninho Ibituruna irá ministrar, também neste sábado (23), a oficina de percussão Batucada Brasileira.

Será no mesmo paredão da rua Tiradentes, com duas turmas, com início às 15h.

Inscrições 

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local da oficina, que será ministrada em dois módulos:

 

– Turma 1: para crianças de 4 a 6 anos – de 15h às 15h30;

– Turma 2: para crianças de 7 a 10 anos – de 16h às 16h30.

O objetivo da oficina é contribuir para manter viva a tradição carnavalesca de Itabira, que andou perdendo fôlego, mas que se recupera com o bloco Madalena não Gosta de Poema – e agora também com o Bloco Altamente.

Será uma oportunidade para desenvolver entre as crianças o gosto pelo carnaval de rua – e também para conhecer os ritmos afro-brasileiros, de grande influência na cultura musical do país.

Sobre Juninho Ibituruna

Ensaio do bloco Altamente na pracinha do Pará

Nascido em setembro de 1983, Juninho Ibituruna iniciou seus estudos de bateria em 1990, na Casa dos Tambores. Essa escola de música foi fundada pelo seu pai, o também percussionista Flávio Santos Nascimento, na cidade de Governador Valadares.

Entre 2008 e 2010, Ibituruna foi professor de percussão e coprodutor na Associação Cultural Tambor Mineiro, do músico e ator Maurício Tizumba.

Participou de vários projetos nacionais e internacionais. O artista reside em Itabira e atua como baterista, percussionista, programador de áudio, professor e DJ. Já se apresentou em Portugal, Espanha, França, Itália, Inglaterra, Holanda, Alemanha, Bélgica e Singapura.

Em Itabira, ele é curador e idealizador do Coletivo Altamente, que realiza eventos musicais desde 2015 em festas, ocupações urbanas e espaços culturais.

SERVIÇO

Oficina de Percussão “Batucada Brasileira”

Data e horário: sábado, 23 de janeiro, das 15h às 15h30 e das 16h às 16h30

Local: Paredão da Rua Tiradentes (Rua Tiradentes, Centro, Itabira, Minas Gerais)

Módulos: Turma 1: de 4 a 6 anos; Turma 2I: de 7 a 10 anos

Inscrições: gratuitas e feitas no local.

Pré-Carnaval

BLOCO ALTAMENTE

23/02 – A partir das 14 horas

Paredão da rua Tiradentes

  • 1º Ato • 14h as 17h • Paredão

Área Kids, Oficina de Percussão, Dj Cebola Sonora

  • 2º Ato • 17h • Largo do Batistinha

Concentração, encontro com o bloco Caretas pros Caretas e Grupo de Metais, cortejo até o Paredão

  • 3º Ato • 18h as 21h • Paredão

Bloco Altamente convida:

Dan e Duca, Rubiane Sampaio,  Nandy Xavier

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3 Comentários

  1. enquanto as barragens não se rompem, vamos sambar.

    Mas sério, gente, porque teve Mariana e Brumadinho, não significa que vai explodir uma represa atrás da outra.
    O que as duas tragédias estão provocando é um cuidado, infelizmente excepcional, quando deveria ser norma, normal, uma palavra de ordem de humanização de uma empresa que visa lucro sobre lucro.
    E não trabalho na exploração da riqueza.

    Quando vão começar a punir pra valer?
    Quando vão mudar os conceitos de barragem.
    Por que a Vale e outras não levam a sério os estudos de uso alternativo do rejeito, como o desenvolvido na UFOP desde de 2015 e provado que pode sim ser realizado. Como pode ser lido em matéria publicado, se não estou enganada, neste Vila de Utopia ou no facebook (onde as publicações desaparecem na maioria das vezes. Principalmente quando se as procura).
    Foi publicada por Nivaldo Ferreira Dos Santos, ambientalista incansável de Itabira.

    A tecnologia desenvolvida pela UFOP separa os materiais do rejeito, terra, minério, etc e os utiliza para construção civil e outras finalidades. E torna as barragens obsoletas.
    Por que não pode se tornar realidade?

    Ajuda aí, Vila de Utopia, onde está a matéria de Nivaldo?

    Mas caia na folia, pois o lamaçal destruidor não virá. Pelo menos por agora.

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