Eles estão de olho na Prefeitura: Bernardo Mucida, João Izael e Ronaldo Magalhães devem ser os principais concorrentes em 2020

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Na pesquisa estimulada de opinião, realizada em Itabira entre os dias 2 e 8 de agosto, o DataMG Centro de Informação & Pesquisa quis saber como anda o humor político do itabirano, apresentando os nomes de possíveis candidatos a prefeito nas eleições municipais de 2020.

Bernardo Mucida aparece em primeiro lugar nas intenções de voto para prefeito em 2020 (Fotos: Internet e Carlos Cruz)

Para isso ouviu 340 entrevistados (52% mulheres e 48% homens), com idade acima de 16 anos, de todos os bairros da cidade. O universo pesquisado foi de 90 mil eleitores, com “margem de erro de 5% e intervalo de confiança de 95%”.

Dos entrevistados, 22,1% responderam que votariam no ex-vereador Bernardo Mucida (PSB), segundo colocado na eleição para prefeito de 2016, se as eleições municipais de outubro de 2020 fossem realizadas agora.

João Izael é o segundo colocado

Em segundo lugar aparece o ex-prefeito João Izael Querino Coelho (PR) com 8,5% das intenções de voto. Já o prefeito Ronaldo Magalhães (PTB) figura na pesquisa em terceira colocação, com apenas 4,4% dos entrevistados dizendo que o reelegeriam.

Outros possíveis candidatos avaliados na pesquisa estimulada foram o sindicalista e vereador André Viana (Podemos), com 4,1% das intenções de voto, o ex-prefeito Damon Lázaro de Sena (PV) com 1.8%. O líder do prefeito na Câmara, vereador Neidson de Freitas (PP) aparece com 1,2%, o empresário Emerson “Gui” Alvarenga com 0,6% e o jornalista Marco Antônio Lage com 0,3%.

Emerson “Gui” Barbosa

Neisdon Freitas

André Viana

 

 

 

 

 

 

 

Já os entrevistados que manifestaram intenção de votar banco/nulo ficaram em folgada maioria, representando 33,2%. E os que não sabem e ou não responderam somaram 23,8%.

Marco Antônio Lage

Ou seja, na soma, 57% dos entrevistados não nutrem simpatias ou desconhecem os possíveis candidatos a prefeito apresentados na pesquisa estimulada.

Administração municipal

O humor desses mesmos entrevistados com relação ao governo municipal também anda dividido: 41% rejeitam a atual administração, sendo que 17% consideram o governo ruim e 24% acham que tem sido péssima.

Positivamente o governo só foi avaliado por 18% dos entrevistados, sendo que 16% consideram bom e apenas 2% acham que o prefeito Ronaldo Magalhães tem feito uma ótima administração.

Para o governo, é bem possível que esses dados sejam avaliados positivamente, mesmo com a forte rejeição. Isso por considerar que a fase de medidas antipopulares adotadas na primeira metade do governo já passou.

Boa parte desse desgaste se deve à demissão de 160 servidores da Itaurb, aos dois anos sem reajuste de salários para o funcionalismo, o que só ocorreu neste ano, sem recompor perdas salariais. Isso enquanto os salários dos secretários foram reajustados, com pagamento retroativo ao início do governo.

Ronaldo Magalhães tem forte rejeição, mas ainda está no páreo

Tanto é assim que Ronaldo Magalhães deve se candidatar à reeleição, possibilidade que seria impossível se ele atingisse um índice de rejeição acima de 50%.

Pelo planejamento estratégico do governo, e seguindo a máxima maquiavélica que recomenda adotar medidas impopulares de uma só vez, o governo fez essa opção no início do atual mandato, deixando as grandes obras e realizações para o final, já com as proximidades da campanha eleitoral.

É assim que as “boas ações” já começam aparecer, com inaugurações diversas e medidas que, conforme seus articuladores políticos avaliam, tendem a reverter a tendência negativa, conquistando apoio entre os indecisos e os que avaliam a administração municipal como sendo regular.

De acordo com analistas eleitorais, a reeleição de um governante só se torna impossível quando atinge o patamar de rejeição acima de 50%. Até aqui esse índice não foi atingido – e não deve ser alcançado, pelas “boas ações” que virão.

Polarização

Pelo quadro atual, a tendência é de polarização entre o prefeito Ronaldo Magalhães e o ex-vereador Bernardo Mucida. Mas João Izael pode se apresentar como terceira via, inclusive compondo chapa com qualquer um dos pré-candidatos.

Em Itabira não existe divisão ideológica claramente definida. São todos os pré-candidatos neoliberais e estão no mesmo barco dos que defendem a terceirização (eufemismo para privatização) dos serviços públicos que podem ser lucrativos e de interesse da iniciativa privada.

Todos se misturam e confabulam, transitando dentro do mesmo espectro político. A polarização será meramente eleitoral, sem confrontos ideológicos, pois quase não há diferenças politicas e ideológicas entre os possíveis candidatos a prefeito que até aqui se apresentaram.

A conferir.

 

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