Efeitos da demissão de Moro ainda vão longe

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 Até o deus mercado já percebe o erro de prefeitos e governadores relaxarem as medidas restritivas para o enfrentamento à pandemia: “Enquanto isso, pelo menos nove estados brasileiros e o Distrito Federal começam a relaxar o isolamento social, mesmo sem sinais de arrefecimento do contágio em território nacional.”

Deu no InfoMoney:

A saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça chacoalhou o noticiário na sexta-feira e deve continuar em pauta por um bom tempo, com efeitos na política e nos mercados.

Ao se demitir, Moro disse que Bolsonaro tentou interferir na atuação da Polícia Federal. Em resposta, o presidente acusou o então ministro de tentar trocar a indicação para o posto de chefe da PF por uma nomeação ao STF. Resumindo: a troca de farpas foi intensa.

Na Bolsa, os efeitos do revés político nos próximos dias serão somados aos dos balanços financeiros das empresas de capital aberto. Os dados são referentes ao período entre janeiro e março e, portanto, já contabilizam efeitos da pandemia de coronavírus.

É de se esperar que esses documentos tragam números fracos que, se abaixo das expectativas, podem derrubar papéis.

Nem mercados considerados mais seguros estão imunes aos efeitos do vírus. Fundos de dividendos, normalmente buscados por quem quer menos risco, já perdem até 30% no ano – mas gestores dizem não estar preocupados, já que focam no longo prazo.

Enquanto isso, pelo menos nove estados brasileiros e o Distrito Federal começam a relaxar o isolamento social, mesmo sem sinais de arrefecimento do contágio em território nacional. Médicos e especialistas em saúde dizem que a decisão pode ter sido precipitada, mas grandes empresas já estão abrindo as portas.

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