Defesa civil faz alerta de chuvas para a região de Itabira e quase todo estado, que já registra 71 mortes desde novembro

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Com as mudanças climáticas, chuvas torrenciais estão previstas para até o fim do verão, em março, devendo impactar toda a região Sudeste do país, em especial Minas Gerais, onde estão as “cabeceiras” de grandes rios. “É o novo normal”, dizem meteorologistas. Por isso, todo cuidado é pouco.

Para as próximas 24 horas desta quarta-feira (12), o alerta do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) é de chuvas entre 30 e 60 milímetros (mm) para a microrregião de Itabira, como também para as microrregiões de Ituiutaba, Frutal, Uberlândia, Uberaba, Patrocínio, Araxá, Patos de Minas, Três Marias, Curvelo, Paracatu, Unaí, Januária, Pirapora, Pará de Minas, Bom Despacho, Ponte Nova, Manhuaçu, Guanhães, Montes Claros, Bocaiúva, Diamantina, Sete Lagoas, Belo Horizonte e Região Metropolitana, Conceição do Mato Dentro, Ipatinga, Caratinga, Aimorés e Governador Valadares.

As chuvas serão ainda mais intensas, com valores entre 70 e 100 mm, para as microrregiões de Piumhi, Formiga, Campo Belo, Alfenas, Varginha, Lavras, São Lourenço, Andrelândia, Juiz de Fora, São João Del Rei, Barbacena, Conselheiro Lafaiete, Ubá, Cataguases, Muriaé, Ouro Preto, Itaguara, Divinópolis, Oliveira, Viçosa, Passos, Poços de Caldas, São Sebastião do Paraíso, Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí e Itajubá.

Reforço e descomissionamento

Barragens, como a de Santana, a montante de Santa Maria de Itabira, devem ser reforçadas, assim como todas estruturas que ameaçam a vida (Fotos: Carlos Cruz). No destaque, enchente em Governador Valadares (Foto: HojeemDia/Reprodução)

Em decorrência desse “novo normal”, com chuvas severas que irão se repetir nos próximos anos, reforçar e descomissionar (com todos os aspectos de segurança e ambiental cabíveis), além de deixar de construir outras barragens para conter rejeitos de grandes usinas de concentração de minério a úmido, também tem de virar o “novo normal” em Minas Gerais, como cobram ambientalistas e grupos organizados de moradores atingidos por barragens e pela mineração.

Além das mineradoras, o Estado tem o dever constitucional de garantir a vida, a segurança de todos, o que não vem ocorrendo. Corrigir erros urbanísticos do passado, que soterraram e confinaram rios, córregos e riachos nas grandes cidades, com as graves consequências por toda a grande BH, e em outras partes do país, é uma obrigação imediata das prefeituras, Estados e União.

Boulevard sobre o córrego da Penha, proposta exdrúxula

Canal no córrego da Penha necessita de vistoria e reforços, mas não deve ser coberto

Com tudo isso acontecendo, em Itabira, o vereador André Viana (Podemos) defendeu, em pronunciamento no plenário da Câmara, nessa terça-feira (11), projeto de “boulevard” que seria construído sobre o córrego da Penha, com a cobertura da galeria e liberação de espaço para automóveis e sabe-se lá mais o quê.

Segundo o vereador Solimar José da Silva (Solidariedade), que votou contra o projeto na gestão do ex-prefeito João Izael (2005/12), a proposta foi reprovada pelos vereadores da época.

Isso por não ser prioritária, diante dos graves problemas urbanísticos existentes em vários bairros da cidade, além de ser uma solução meramente paisagística. “Não resolveria o problema do trânsito e nem de saneamento.”

Como também não seria solução sanitária e de escoamento adequado para o córrego da Penha. A cobertura de canais, como ocorreu com o córrego da Água Santa, na avenida João Pinheiro, e também na capital mineira, não é recomendada. E não tem sido mais aprovada pelo órgão ambiental.

O canal da avenida João Pinheiro, construída há quase 25 anos, nunca passou por vistoria. E a Prefeitura não sabe como está a sua estrutura e as condições ambientais encontradas por debaixo da avenida, que pode conter entulhos e materiais diversos que impedem a livre vazão da água. Leia aqui.

 

 

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1 comentário

  1. Proposta eleitoreira para os mais ignorantes. Vimos grandes especialistas mostrarem que este tipo de obra causa serios danos qdo chegam às chuvas. A natureza é sabia .

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