Defesa Civil de Itabira faz atendimentos e alerta para o risco de deslizamentos com as chuvas

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Em decorrência da frente fria que avançou em Minas Gerais, com maior intensidade na Zona da Mata e Central Mineira, a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) do município emitiu sinal de alerta desde sábado (6) para o risco de deslizamentos de encostas e transbordamento de rios e riachos, que, não raro resultam, em tragédias que se repetem todos os anos.

Em Itabira, que raramente tem transbordo dos córregos da Penha, Água Santa e do rio de Peixe, a história que se repete é a de deslizamentos de encostas, com risco de soterramento de residências nos bairros populares, onde vive a população de maior vulnerabilidade social.

Daí que a Defesa Civil tem intensificado as vistorias nessas áreas de maior ocorrência. Segue assim recomendação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), para que se tenha atenção especial para o risco de deslizamentos em pontos mais vulneráveis do município.

O alerta foi emitido às 11h20 de sábado. O risco de deslizamento em Itabira é tido como moderado, mas mesmo assim tem mantido a equipe da Vigilância Municipal de sobreaviso, uma orientação que já havia sido emitida pela administração municipal.

Foi assim que, como medida preventiva, a (Compdec) orientou quatro moradores de uma família residente na rua Jordânia, bairro Bethânia, a deixarem a residência nesse domingo (7).

O risco iminente foi decorrente do desabamento de um muro, uma estrutura de dez metros, que colocou em risco a estrutura do imóvel.  Os moradores foram abrigados em outra casa da própria família.

Chuvas intensas e prolongadas

Queda de árvores são recorrentes neste período chuvoso, assim como deslizamento de encostas (Fotos: Divulgação)

No fim de semana, Itabira suportou média de 111 milímetros (mm), conforme monitoramento da Cemaden nas seis estações mantidas pelo órgão em Itabira. Na estação do bairro Pedreira, o registro foi de 133,8 mm de chuvas somente no domingo.

De acordo com a coordenadora municipal da Defesa Civil, Nilma Macieira, foram feitos atendimentos também em duas casas no bairro Machado, uma por se encontrar em área de risco e a outra por problemas de infiltração no telhado.

Além dessas, uma residência no bairro Gabiroba foi impactada por deslizamento de encosta. Como medidas paliativas, a Defesa Civil cedeu lonas, até que a situação possa ser solucionada com a estiagem.

Outros atendimentos foram feitos em consequência de quedas de árvores nos bairros 14 de Fevereiro e Praia, além da estrada 105. Nesses casos, a Defesa Civil acionou o Corpo de Bombeiros para que fosse feita a remoção das árvores derrubadas pelas chuvas.

“Temos mapeadas as áreas de risco e estamos acompanhando e orientado os moradores de como agir em situações de perigo”, informa Nilma de Castro.

Mais atendimentos

No domingo, foram realizados outros três atendimentos pela Defesa Civil. No primeiro, uma árvore atingiu uma casa desabitada no bairro 14 de Fevereiro.

Na avenida Almir Pessoa de Magalhães, no bairro Gabiroba, ocorreu deslizamento de encostas e situação de risco no córrego canalizado na localidade.

“Não tivemos situação de risco acentuado. Mas estamos vigilantes, em permanente contato com a Defesa Civil do Estado, atentos às informações meteorológicas e geológicas”, acentua a coordenadora municipal da Defesa Civil. ““Felizmente, não tivemos situação de risco acentuado.”

Previsão de chuvas

A previsão para os próximos dias é de chuvas até terça-feira (9), com variações de intensidade. Dados do Cemaden apontam que as precipitações podem variar entre 35 mm e 110 mm.

Disque emergência

Para os casos de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada por meio da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil pelo telefone 3839-2147. O pedido de socorro pode também ser feito diretamente ao Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193.

 

 

 

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