De novo: vazamento expõe dados de 223 milhões de brasileiros

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Por Giovanna Fantinato

tecmundo – Mais uma base de dados com informações pessoais de brasileiros está à venda na internet. Agora o material disponível em um fórum para hackers revela dados como CPF, número do celular, gênero, email e data de nascimento de mais de 223 milhões de pessoas. O usuário que disponibilizou a base pediu 0,3 bitcoin (cerca de R$ 94 mil).

Segundo a publicação, a base vazada é do Poupatempo, projeto do governo de São Paulo para emissão de documentos. O hacker ainda oferece gratuitamente uma base com 10 milhões de registros como uma “prova” do conteúdo.

Ainda não se sabe se a origem dos dados é realmente do programa estatal, mas foi verificado que as informações vazadas são verdadeiras. A responsável pelo Poupatempo, a Prodesp, afirmou em nota que a companhia adota controles e regras rígidas de acesso ao seu sistema de dados.

“O serviço é monitorado 24 horas por dia em tempo real pelas equipes de TI. Em mais de cinco décadas, e de inúmeras tentativas diárias, nunca houve vazamento de dados na Prodesp”, afirma.

As informações disponíveis na base podem ser cruzadas e usadas para identificar outros dados do cliente, que pode ser vítima de golpes e fraudes. Por isso, a LGPD obriga que todas as empresas avisem os clientes em casos de vazamentos, para a mudança de senhas ou logins.

Ministério da Justiça vai obrigar operadoras a explicarem vazamento

Por Jorge Marin

via nexperts

O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, notificou as operadoras Claro, Oi, TIM e Vivo para que prestem informações a respeito do vazamento de dados de 103 milhões de celulares detectado no último dia 10 de fevereiro.

O acionamento das operadoras visa identificar quem teve vazamentos de dados neste mês, quais informações foram transmitidas e em que circunstâncias o vazamento ocorreu.

Procuradas pela TV Globo, as operadoras afirmaram adotar rígidos controles no acesso às informações de clientes. Negaram qualquer tipo de vazamento de dados e disseram estar colaborando com as autoridades.

A Secretaria Nacional do Consumidor, também ligada ao Ministério da Justiça, informou que está concluindo um acordo com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão responsável por fiscalizar e editar normas no âmbito da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que já iniciou a apuração desse gigantesco vazamento.

A ANPD lida atualmente com dezenas de casos envolvendo vazamentos ou compartilhamento ilegal de dados de consumidores brasileiros. Em janeiro, outro mega vazamento de dados na internet colocou à venda na chamada deep web dados de 223 milhões de brasileiros, número superior até à população atual do país, por incluir dados de pessoas falecidas.

 

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