Criação sustentável e limite ecológico

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Veladimir Romano*

Especialistas projetam um novo [preocupante]cálculo de habitantes no planeta para 2050, quando o mundo terá mais de 9 bilhões de pessoas. Há trinta anos com distância mediática e sociedades produzindo poucos descendentes, o crescimento era pontual em boa porção das nações, como o Japão, a maioria dos países europeus, a própria Austrália e Nova Zelândia.

Assim como era em outras nações desses continentes:  fica o debate exigente sabendo de como boa porção de nações como o Japão, a maioria dos países europeus, a própria Austrália e Nova Zelândia, ao longo dos anos do século passado, se comportarem nesse aspecto.

Agora o crescimento populacional simplesmente estagnou, de acordo com os mesmos estudos fora da rotina científica e mais estatística atualização.

Em locais como a Escandinávia várias gerações até hoje são componentes importados. Escandinavos, já nos melhores anos do desenvolvimento, com tão perfeitas regras de proteção social, saúde, habitação, ensino, estabilidade e metas, sempre tiveram posturas estudadas a seu tempo, preferindo a adoção de crianças relegadas de outros lugares, mantendo tamanha postura do que produzir “sua gente”.

Quem chega aos países escandinavos e quem nunca conheceu no passado, julgarão normal verificar vários tipos de suecos, dinamarqueses ou norueguês convivendo juntos.

A Islândia, de pequena população com três habitantes e meio por quilómetro quadrado, mantem ainda caraterísticas naturais relacionadas com etnia nórdica.

O país nem chega nas 400 mil pessoas numa área de pouco mais de 100 mil quilômetros quadrados com altíssimo nível de qualidade de vida.

Mas igualmente pouco tem revelado no aumento da sua população, atendendo ao figurino do seu território instalado numa geografia longe da passagem habitual no cruzamento das populações.

Vendo o Brasil ultrapassar mais de 200 milhões de habitantes, não compara com 117 milhões de russos na imensidão do seu território habitado, com mais de 17 milhões de quilômetros quadrados, entre outros exemplos comparáveis.

Talvez o problema demográfico no Brasil se fixe pela péssima distribuição de rendimentos per capita. Contudo mais importante é a gigantesca fuga financeira em cada ano que passa, sem que se façam contas corretas e transparentes sobre o efeito negativo que isso causa ao desenvolvimento humano.

Conquanto ao pensamento contemporâneo, a discussão se coloca no programa sustentável e nos próprios limites, igualmente sobre a situação ecológica. África é outro exemplo negativo e anda perdendo habitantes.

Juntamente com a questão demográfica juntou a criação sustentável e limite ecológico. Estudiosos holandeses do Centro Universitário de Utrecht vão editar, brevemente, um caderno dedicado ao crescimento populacional no planeta para 2050.

Na publicação eles elucidam sobre novos cálculos de habitantes a nível planetário, projetando uma população em 9 bilhões de pessoas. Há anos o mundo assisti a constantes crises constitucionais nas esferas do poder, conflitos que jamais param.

A chegada do novo coronavírus é só mais um entre tantos problemas. E já se entendeu que a realidade de outrora não poderá voltar em força e novos vírus podem liquidar muita gente de um só golpe.

A Natureza sabe muito bem reservar seus mistérios. E castiga porções da população mundial, em decorrência de dirigentes que não a respeita.

O que se espera de tudo isso é que a humanidade estabeleça novos projetos humanitários bem mais altruístas, que respeitem e fixem no equilíbrio ecológico, recuperando alguma porção colocada em risco.

A criação sustentável espera apenas que a presente tempestade política e provocações se dissipem no prato da balança. E que sejam abertas novas fronteiras do entendimento, ao invés de colocarem políticos irresponsáveis na liderança de suas nações.

Que as populações aprendam a lição de que o voto é arma poderosa para reverter esse quadro de obscurantismo. E pode mudar muitas coisas, inclusive corrigir erros crassos e perigosos capazes de limitar a vida do planeta.

Isso porque, destruir, entre outras razões mais claras e poderosas, em dia de limite, é muito simples.

Se a humanidade deixar ficar como está, haverá um dia em que soltarão aquela bomba exterminadora da raça humana, destruindo o tênue equilíbrio que ainda há no mundo, incluindo a perturbação demográfica que coloca em risco o sucesso futuro já nos dias de hoje.

*Veladimir Romano é jornalista e escritor luso-cabo-verdiano.

No destaque, Escocolmo: Suécia é o país que mais demanda por mão de obra especializada e tem crescimento populacional negativo (Foto: Scanraill/Thinkstock)

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Sobre o Autor

1 comentário

  1. Cristina Silveira, A Velha on

    Caro Romano, eu vou lhe dizer uma coisa: quando eu for ditadora do Brasil, o primeiro Decreto-Lei que assineirei será: “Doravante está proibida a gravidez em todo o território Nacional. As pessoas que desejarem gerar filhos deverão inscrever-se no curso de formação especializada, com duração de 4 anos com as seguintes matérias: Filosofia, Física, História, Matemática, Música/Dança/Desenho, Geografia, Psicologia, Higiene, Educação sexual etc etc…”
    É uma bobagem ter filhos quando estamos no prenúncio do fim do mundo….

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