Cresce o número de profissionais infectados por Covid-19 no HNSD depois que Itabira ingressou na onda verde do Minas Consciente

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Embora entre os meses de março e agosto tenha ocorrido baixo número de profissionais de saúde infectados no Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD) pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2), que causa a doença Covid-19, essa situação já não é a mesma nos meses seguintes.

Segundo a assessoria de imprensa do HNSD, de um total de 1,3 mil profissionais empregados no hospital, nada menos que 13 (1%) estão afastados por terem sido diagnósticos positivos para a Covid-19.

Além desses, 46 (3,6%) profissionais do mesmo hospital se encontram afastados do trabalho em decorrência de sintomas gripais e ou por terem tido contato com familiares com suspeita de infecção pelo novo coronavírus.

Todos estão fora da linha de frente de combate à Covid-19, abatidos pela pandemia. Mas felizmente, segundo informa a assessoria de imprensa do HNSD, os profissionais afastados apresentam quadros estáveis e estão sendo monitorados pelo hospital e também pela Secretaria Municipal de Saúde.

Informa ainda que a direção do hospital tem adotado todos os protocolos de prevenção. Isso com as medidas necessárias para garantir a saúde e segurança de seus profissionais, que também têm seguido as recomendações para assegurar a sua saúde e a vida dos pacientes internados para tratamento.

Flexibilização

A situação epidemiológica no hospital se agravou após Itabira migrar da onda amarela para a verde no programa Minas Consciente, o que fez aumentar o número de casos positivos em toda a cidade.

“Provavelmente isso refletiu em um aumento no número de casos de pacientes em geral, pois no mês de setembro tivemos um aumento do índice de afastamento em nosso quadro de profissionais”, diz a nota do hospital encaminhada à redação deste site.

Situação que pode deixar de existir na próxima semana, caso os indicadores confirmem a aceleração do ritmo de transmissão (RT) do novo coronavírus, juntamente com o aumento da ocupação de leitos, aliado à baixa taxa de isolamento social. Se isso ocorrer, Itabira pode ter de retroagir para a onda amarela, tendo que fechar novamente as atividades econômicas não essenciais. Leia aqui.

Aglomerações

“Estamos no limite, devido ao relaxamento do isolamento social e das medidas de prevenção”, lamenta a secretária municipal de Saúde, Rosana Linhares, para quem as aglomerações de pessoas, mesmo em locais abertos, têm constituído grandes fatores de risco.

Como Itabira não estabeleceu barreiras sanitárias, diferentemente do que fez Itambé do Mato Dentro no feriado de 7 de setembro, rios, cachoeiras, praças e bares ficaram cheios de gente jovem reunida, juntamente com crianças e idosos fugindo do calor no fim do inverno e início da primavera.

E com o agravante de não fazerem uso de máscaras e não manterem o distanciamento social necessário. Leia mais aqui.

Trata-se de uma situação de alto risco que pode ser repetida no feriado prolongado na Semana da Comunidade. Isso no caso de as autoridades de saúde não tomarem as providências necessárias para impedir mais aglomerações, até mesmo interditando os locais onde isso tem ocorrido.

A população também precisa se conscientizar de que a guerra contra a pandemia ainda não foi vencida. O vírus continua se alastrando por todo o município e a pandemia só terá fim com o advento de vacinas seguras e eficazes para imunizar toda a população, o que só deve ocorrer até meados de 2021.

Casos em Itabira

Em Itabira, o boletim epidemiológico desta terça-feira registra 15 óbitos e mais um se encontra em investigação. Estão hospitalizados nove pacientes em decorrência da doença, além de se ter quatro pacientes com quadro suspeito também internados.

No município o número total de casos confirmados salta para 2.436, com 144 pessoas infectadas em isolamento domiciliar. Felizmente, 2.268 pacientes acometidos pela doença já estão recuperados.

Prevenção

Segundo a médica infectologista Andrea Cabral, como ainda não se tem uma vacina cientificamente eficaz para imunizar a população, é imprescindível manter as medidas preventivas, como o isolamento social.

“O uso de máscara é imprescindível ao sair de casa e sempre que estiver ao lado de pessoas idosas e com comorbidades (outras doenças) em casa e também nos locais de trabalho.”

Daí que todo cuidado é pouco. E todos devem permanecer atentos, adotando as recomendações de combate à Covid-19, além de não marcar presença em locais com aglomerações.

Nova onda se espalha pelo mundo

Após quase nove meses desde a primeira morte por Covid-19, em 11 de janeiro, na China, o mundo registra a triste marca de um milhão de óbitos pela doença – e assiste agora, assustado, o avanço da segunda onda, principalmente na Europa com a chegada do inverno no velho continente.

A situação já é tão grave que o governo da Alemanha, por exemplo, anunciou nesta terça-feira (29), o retorno de medidas restritivas, limitando o tamanho de eventos públicos e privados nas regiões do país que registram alta no número de novos casos da doença.

De acordo com a chanceler Ângela Merkel, a medida se torna necessária para que seja evitado o lockdown, com o fechamento de todas as atividades não essenciais no país.

No Brasil, a gravidade da situação não é diferente, embora esteja ainda na primeira onda da pandemia. No país já são mais de 5 milhões de casos positivos, com registro de 142.280 óbitos, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Já em Minas Geais o registro supera 290 mil casos confirmados e o estado já tem a triste marca de mais de 7.259 óbitos pela doença.

 

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2 Comentários

  1. Alirio Batista de Oliveira on

    Parabéns Carlinhos, pela magnífica reportagem. Mostrou com riqueza de detalhes o drama que vivem os profissionais da saúde do nosso município, verdadeiros heróis na frente de batalha!

  2. Depois da pandemia será visivel a falta de enfermeira e médicos, mortos pelo Corona Vírus. As autoridades fazem pouco do grande problema e a população brasileira acha que pode viver nas nuvens da alienação. E no interior a coisa é mais braba porque os profissionais de saúde são parentes, amigos ou conhecidos. No Brasil já morreu quase uma população inteira de Itabira. Os governos negligenciaram a mando do PR Miliciano. E o Covid deixa sequelas perigosas. O Haiti é Aqui!

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