Construtora dispensa motoristas e Vale prossegue com estudo para saber o que provocou os assentamentos diferenciais em Itabiruçu

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A empresa Empa Engenharia, construtora que vem “tocando” as obras de alteamento da barragem Itabiruçu, já está desmobilizando parte de seu quadro de pessoal em Itabira. Segundo informações, só na terça-feira, cerca de 100 motoristas recém-contratados teriam sido desligados.

A medida é decorrente da paralisação das obras de alteamento da barragem Itabiruçu, por decisão da Vale que ouviu recomendação de especialistas em geotécnia da Aecom Engenharia, empresa de auditoria independente que vistoria todas as 15 barragens da mineradora na cidade.

Caminhões parados, motoristas dispensados: obras de alteamento estão preventivamente suspensas (Fotos: Carlos Cruz)

Em resposta a este site, a assessoria de imprensa da mineradora assegurou que o contrato com a empresa prestadora de serviços permanece ativo, mas “que está sendo adequado ao projeto de alteamento da barragem de Itabiruçu”.

Informa ainda que, atualmente, estão sendo realizadas atividades complementares ao alteamento da estrutura. E cita a construção de aterro de impermeabilização do talude e a complementação da instalação dos filtros.

“Paralelamente a essas intervenções complementares, a equipe técnica do projeto segue com estudos e análises mais aprofundadas sobre os assentamentos diferenciais identificados no terreno”, informa.

“Importante destacar que a execução dessa obra não altera os índices de segurança e estabilidade da barragem Itabiruçu, que é construída pelo método a jusante, considerado o mais seguro”, complementa a nota da mineradora.

Recomendação

A decisão da Vale de suspender o alteamento, preventivamente, foi tomada após surgirem trincas nas obras de reforço do barramento da estrutura de contenção.

Obras complementares de “segurança” prosseguem ao lado do vertedouro

“A recomendação da Aecom é para paralisar o alteamento até que se chegue a uma conclusão técnica do que provocou essas trincas”, explicou a promotora Giuliana Fonoff, em reunião na Câmara Municipal, no dia 13 de agosto.

Segundo ela, só não foram paralisadas as obras de manutenção e reforço das estruturas.

A mineradora alega que a decisão de suspender as obras foi tomada por cautela e prevenção, que não há o que se preocupar. Foi o que reafirmou o gerente-executivo de Operação da Vale, Rodrigo Chaves.

“As rachaduras que apareceram no novo maciço são abatimentos diferenciais, algo que é esperado em uma obra dessa natureza”, disse ele, em entrevista coletiva na quarta-feira (14), no auditório do Centro de Educação Ambiental (CEA), no Parque do Intelecto, ao ser anunciado como seria o simulado de rompimento de barragens, realizado no sábado (17).

“Estamos sendo mais cuidadosos e detalhistas. Não há risco na barragem Itabiruçu. Não há necessidade de emergência e nem de evacuação. Estamos tranquilos e todos os consultores nos passam essa mesma tranquilidade”, assegurou o executivo da Vale.

 

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