Comitê dos Atingidos pela Mineração reivindica o fim de barragens e sugere a moradores que usem tarja preta no simulado

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Por não concordarem com o simulado, e por considerarem que não passa de um paliativo, e uma agressão psicológica sobre a população, ativistas do Comitê Popular dos Atingidos pela Mineração em Itabira e Região convocam os moradores, que forem participar do treinamento, para que façam uso de uma tarja preta sobre o braço – um sinal de protesto pacífico.

Para eles, a única forma de a empresa Vale pode oferecer segurança à sociedade itabirana é descomissionando (fechar) as barragens. Se isso não for possível, reivindicam que os moradores sejam retirados dos locais mais próximos dessas estruturas, mediante negociação prévia com todos que residem nessas áreas que chamam de zonas da morte – e que são tratadas tecnicamente como zonas de autossalvamento. Leia aqui.

Abaixo-assinado

Manifestação do Comitê Popular dos Atingidos pela Mineração pede o fim das barragens e mineração:beneficiamento a seco (Foto: Ângelo Marques). No destaque, rejeito de minério na barragem do Pontal (Foto: Carlos Cruz)

Nesta quinta-feira (15) foi entregue à promotora Giuliana Fonoff, da Curadoria de Meio Ambiente, um abaixo-assinado com mais 5 mil assinaturas contra o alteamento da barragem de Itabiruçu.

As assinaturas foram coletadas durante a 4ª Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce, realizada em Itabira, em 2 de junho. (Leia também aqui).

Os manifestantes temem pela segurança dos moradores que moram abaixo das barragens, que não teriam tempo para se salvar em caso de ruptura de uma dessas estruturas.

O comitê também protesta pelo fato de a população de Itabira não ter participado da elaboração dos Planos de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBMs) e do Plano de Contingência e Evacuação de Itabira.

Para os ativistas, o simulado não garante a segurança da população. Serve apenas para resguardar a empresa de processos judiciais em caso de rompimento. “A única coisa que garante a segurança dos moradores é o fim das barragens”, é o que reivindicam e cobram do Ministério Público para que tome as providências devidas para que isso ocorra.

 

 

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1 comentário

  1. Muito boa esta matéria. Mas gostaria fosse esclarecido para todos os seguinte: Existe outra forma de salvar vidas! Retirando todos que moram a menos de 30.00min das proximidades das barragens , a retirada deles com dignidade e antecipadamente. Existe a condicionante 46, que é fundamental ser cumprida e a VALE recusa falar nela e todos calam, nem vcs destrinxharam está condicionante, é como se fosse uma invenção e outra coisa que precisamos entender e cobrar: com o alteamento de Itabiruçu para mais 200milhões de metros cúbicos, quantas pessoas a mais serão atingidas? Porque estão fora do SIMULADO? E se acaso o rompimento de Itabiruçu vier acontecer um acidente, provocar o rompimento de Rio de Peixe e Conceição, qual é o plano de salvamento? É preciso lutar pela sobrevivência destes moradores da zona de morte!

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