Com quebra de jejum de Ricardo Oliveira, Atlético se mantém bem no Brasileirão e com chance de conquistar a Sul-Americana                 

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Luiz Linhares*

Tem sido padrão no futebol mineiro: enquanto um time está bem o outro fica mal. O momento do bem, do que agrada e faz sonhar, atualmente, é do Atlético que tem crescido de produção, vem fazendo vitimas jogando no Independência e que conquistado também conquistado vitórias fora de casa – e que deixam o Galo entre os melhores do Campeonato Brasileiro, já com quatorze rodadas realizadas.

Para o Atlético foi positiva a parada durante a Copa América. O treinador Rodrigo Santana  conseguiu dar vida ao time. Alguns jogadores ganharam espaço, casos de Jair e Vina (Vinicius), que deram um melhor e produtivo assentamento da equipe.

Outros atletas voltaram uma curva ascendente de produção, como tem sido o caso do sempre cobrado Patrick. E assim, o time segue somando pontos em cima de pontos. A última foi uma vitória bem produzida contra o Fluminense.

Não foi nada de brilhante e sempre com a corda no pescoço. Certo é que o Galo tem criado e buscado o resultado, mostrando-se um time bem mais acertado em campo, com uma defesa bem mais firme, um meio campo que combate e cria. E assim, sobra ao ataque o sentido de definição, com Ricardo Oliveira quebrando um jejum que já o incomodava – e mais ainda à torcida – de 15 partidas sem balançar a rede.

Longe do ideal, mas muito mais confiável, o Atlético faz por merecer figurar entre os quatro melhores do Brasileirão. E, por fora, ainda vai bem na Sul-Americana, com disputa, em breve, contra o La Equidad, da Colômbia.

O Atlético tem tudo para se manter bem e conquistar esta competição internacional – o que lhe fará muito bem.

Com novo técnico, renascem as esperanças para que o Cruzeiro volte a encontrar o caminho das vitórias

Que 2019 é este gente que vive o Cruzeiro?. Nada tem sido fácil e positivo. É bem verdade que conquistou o campeonato estadual nos primeiros meses. Mas daí para frente, nada mais.

A semana que se encerrou marcou a derrota em casa para o Internacional pela Copa do Brasil. Com isso, deixa tudo mais difícil para aquilo que vem prela frente, com a partida de volta e decisiva em Porto Alegre.

Fica na obrigação de vencer na casa colorada, bater um forte concorrente e voltar a ser vencedor. Sem isso, é o adeus a mais uma compensadora competição, como já ocorreu na Libertadores. E não se saindo bem contra o Inter, perde o direito de disputar mais uma final da Copa do Brasil.

Missão de Rogério Ceni ,no Cruzeiro, é resgatar confiança de jogadores,” diz Robinho (Foto: Vinnicius Silva/Divulgação). No destaque, Ricardo Oliveira, do Atlético, quebra jejum de gol (Foto: Ramon Oliveira/EM/D.A. Press)

Somando-se à eliminação dentro do Mineirão para o River Plate, pela Libertadores, e o tropeço também dentro de Belo Horizonte, no primeiro jogo semifinal da Copa do Brasil para o Internacional, não restou ao técnico Mano Menezes se desligar do clube .

Dessa forma, abre espaço a outro técnico que tem a missão, não impossível, de recuperar-se de uma campanha horrível no Brasileirão – uma missão urgente, imediata, no prazo de 30 dias até o jogo em Porto Alegre na competição nacional, pela qual disputa o tri campeonato de forma seguida.

Tarefa muito difícil terá o novo técnico Rogério Ceni pela frente, mas, convenhamos, nada impossível. O ex-goleiro chega na Toca da Raposa como uma nova aposta no cenário de novos e promissores treinadores do futebol brasileiro.

O novo técnico do Cruzeiro vem para Minas Gerais respaldado por um bom trabalho no Fortaleza, onde conquistou o campeonato regional e a Copa do Nordeste. Treinador em processo de afirmação, Ceni goza de prestígio muito mais pelo que foi como atleta em algumas décadas no gol do tricolor paulista.

São muitas as situações que colocaram o Cruzeiro nesta incômoda situação, Passa pelo fator administrativo, como também financeiro e de próprio planejamento.

É verdade que tem muita água a rolar no Brasileirão, competição essa que reserva de momento uma maior atenção devido ao incomodo de se encontrar entre os piores.

O momento é difícil, mas nada penoso a ponto de não se poder reverter esse triste quadro. É sabido que uma melhor assentada, uma mudança aqui e outra ali devem fazer a mudança.

Acredito na reação celeste. Para isso, o Cruzeiro tem time, não obstante a baita crise no lado executivo e administrativo do clube. Mas os atletas, comandados por um novo treinador, serão o Cruzeiro voltar a somar pontos, se  afastando das ultimas colocações. E assim, conquistando algo de positivo ainda dentro desta temporada.

Sucessos e sorte é o que desejamos ao Rogério Ceni e ao Cruzeiro. Fica aqui registrada a nossa torcida para que venham dias melhores e o Cruzeiro volte a encontrar a sua vocação de time vitorioso.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-AM

 

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