Com dois Marcos Antônio na chapa socialista liberal, a coligação Novo Marco se apresenta para a disputa sucessória como oposição a Ronaldo Magalhães

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Com as convenções realizadas neste sábado (5) do PSB e do PL, foi dada a largada na corrida sucessória nas eleições municipais de 2020 para saber quem irá ocupar a cadeira número um do terceiro andar do Paço Municipal Presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira.

As duas convenções homologaram a união entre socialistas e liberais itabiranos. Denominada Novo Marco, com a coligação o empresário e jornalista Marco Antonio Lage (PSB), itabirano de Ipoema, sai na cabeça de chapa como candidato a prefeito de Itabira.

Já o seu xará Marco Antônio Gomes (PL), médico nefrologista, empresta à coligação a sua popularidade como profissional e pastor evangélico – e sai candidato a vice-prefeito à sucessão do prefeito Ronaldo Lage Magalhães, pré-candidato à reeleição.

A coligação Novo Marco conta também com os apoios já oficializados do PDT e do Patriota, engrossando a frente oposicionista liberal socialista. Ronaldo Magalhães deve ter o seu nome ungido como candidato à reeleição nos próximos dias.

Apoio

O ex-vereador Bernardo Mucida (PSB), primeiro suplente de deputado estadual e que era o candidato com melhor recall para a disputa no bloco oposicionista, foi quem lançou a candidatura de Marco Antônio Lage a prefeito de Itabira pela primeira vez em entrevista a este site Vila de Utopia. Leia aqui.  Ele esteve presente na convenção que homologou a candidatura de seu agora correligionário.

Na entrevista, em 11 de novembro do ano passado, Mucida declarou pela primeira vez o seu desejo de não disputar a sucessão municipal, preferindo apostar na possibilidade de assumir uma cadeira de deputado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

O ex-vereador é o primeiro deputado suplente da coligação do PSB com o PT, PR (atual PL), que elegeu 13 deputados. “Qualquer um desses deputados que eventualmente se afaste, seja por ter sido eleito prefeito, ou para assumir uma secretaria ou por doença, sou o primeiro a assumir uma cadeira no legislativo mineiro”.

Foi quando, na mesma entrevista, Bernardo Mucida lançou o nome de Marco Antônio Lage como candidato oposicionista à sucessão de Ronaldo Magalhães. “O meu candidato, neste momento, é Marco Antônio Lage. Estamos conversando, mas não é isso o que importa no momento. O mais importante é conscientizar a sociedade itabirana sobre a necessidade de ser ter um projeto alternativo para a cidade.”

Tempo perdido

Pois foi justamente sobre esse projeto alternativo que o então diretor de Comunicação e Sustentabilidade da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Marco Antonio Lage, em 16 de dezembro, discorreu também em entrevista a este site. Leia mais aqui.

A entrevista ocorreu após ele participar do lançamento do Programa de Eficiência Energética, da Cemig, pelo qual a estatal investiu cerca de R$ 600 mil na substituição de aparelhos de esterilização (autoclaves) e lâmpadas do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD). Leia mais também aqui

Na entrevista, Lage se mostrou preocupado com a falta de rumo para a política de diversificação econômica de Itabira, que está longe de se tornar independente da mineração. Isso mesmo depois de mais de 30 de anos de instituição da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), os royalties do minério, que teve os seus objetivos desviados – e hoje é a principal fonte de custeio do Hospital Municipal Carlos Chagas.

Segundo ele, não dá mais para Itabira perder tempo, como ocorreu até agora, ao acreditar que esse projeto de futuro venha da empresa mineradora. “A Vale está em apuros, e embora ela seja uma multinacional riquíssima que retira seu produto do subsolo e vende um bem mineral dos mais rentáveis existentes na Terra, não deve exercer esse protagonismo (da diversificação da economia municipal), que precisa ser das lideranças locais.”

Mesmo com essa distinção, o agora candidato da coligação Novo Marco não pretende, e isso nem seria possível, caso seja eleito prefeito de Itabira, excluir a mineradora do debate e das implementações de políticas para diversificar a economia municipal e garantir o seu futuro sustentável sem a mineração.

“Depois das tragédias de Mariana e Brumadinho, a Vale não pode conviver com mais esse desastre socioeconômico, que certamente ocorrerá em Itabira, caso não sejam viabilizadas as alternativas. Sem isso, se Itabira fracassar nesse propósito, será péssimo para a sua reputação internacional”, é o que acredita o candidato a prefeito Marco Antonio Lage.

 

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3 Comentários

  1. Cristina, A Velha Vermelha on

    Novo Marco! [regulatório?] [civil? -ha! vô sinalizar: tá faltando um busto de Cornélio Penna , de Luis Camilo, João Camilo e Maria Julieta na calçada do Centro Cultural]
    NOVO, foi a palavra-chave – obscurantismo dos crentes – nas eleições de 2018, e eles ganharam a presidência da República. O poder genocida, é o Novo.
    MARCO, duas vezes MARCO, é brincadeira né? Personalismo caduco! Imagem feia, não é agradável atraente, não inspira confiança o olhar de guloso.
    O que significa Marco? À que vem, os Marcos?
    Aposto uma boa cachaça do seu Onelvindo Coelho , lá do Macuco, na Cachoeira Alta das Ipoemas, de o que a chapa Novo Marco será eleita pra Prefeitura. É mole ganhar do Ronaldo, do Posto do Li. A energia central do prefeito está em diluição, é visível o esgotamento o exaurimento , afinal!!!!!!!!!!!!
    Um toque aos Marcos: é previdente agendar o alfaiate, um terno alinhado à altura de uma Itabira de uma Vale S/A, custa no mínimo R$ 20.mil – aí falei! dessas coisinhas de gente elegante…
    O candidato Marco Antonio tá “preocupado” com o ‘futuro’ ou ‘não futuro’ da Itabira, mas não sinalizou como vai se ‘ocupar’ com o des/preocupar da Cidade sofrida pela riqueza em ouro, manganês, minério de ferro etecetra…
    Ainda tem o caso das esmeraldas – Belmont Mineração/Grupo Belmont “Onde estão os poderosos?”. E não se deve deixar ao largo das análises das perspectivas para Itabira, a doença crônica, a Cauêite …. é essencial…
    Saber o que é bom – mais que o necessário- para uma cidade, os candidatos devem ir onde o Povo está. É simples assim … onde o Povo Está…. /utopias/
    Só pra provocar – dado que reconheço onde estou e quem sou – na minha opinião sobre a Vale S/A só é possível um diálogo: O pagamento da Dívida Histórica, nos termos da Cidade de Itabira – qualquer parceria é tapa-buraco, conversapraboidormir!
    E assim a minha perspectiva histórica para a Nação Brasileira já era!
    E vou aguardar novas matérias com os candidatos e seus propósitos.
    Aguardo!

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