Com ajuda da arbitragem, Atlético vence a URT e tem grandes desafios pela frente

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Luiz Linhares*

Não foi fácil para o Atlético a semana que terminou com a magra vitória contra o URT, em Patos de Minas. Jogando na Argentina, no meio de semana, foi ridículo o que o time apresentou. Foi derrotado com facilidade e por três gols de diferença para o Union local, se complicando para a partida de volta no próximo dia 22, em Belo Horizonte.

Na iminência de dar adeus à Copa Sul Americana na primeira fase. já fica contestado o trabalho do venezuelano Rafael Dudamel no comando técnico do Atlético.

O futebol atleticano não tem agradado, assim como não tem mostrado arrumação em campo, com muita fragilidade no contexto geral. Trata-se de uma equipe jovem, com novas promessas que podem ser o caminho para essa nova montagem.

Foram contratados os jovens Mailton, Allan, Arana, chegando Savarino, da seleção venezuelana. Enfim, o técnico Dudamel segue montando um time com média de vinte e poucos anos de idade e todos com poder de revenda.

O grande problema é o imediatismo. O torcedor quer saber do agora, o calendário pede rapidez. Uma eliminação prematura da Sul Americana significa um buraco para todo o ano, frustrando a possibilidade de uma grande conquista que o torcedor ainda acredita.

Isso sem se esquecer que a copa do Brasil é traiçoeira, perigosa. Nesta nesta semana o Atlético estará em campo na cidade de Campina Grande, Paraíba, contra o Campinense. E se não conseguir o empate ou a vitória estará já eliminado.

Muita pressão e cobrança para um início em que o treinador parece ainda não ter a certeza de dispor de um grupo equilibrado e eficiente. Os próximos 15 irão dizer muita coisa pelos lados da cidade do Galo. Tomara que as tempestades não se concentrem por lá.

Em relação ao jogo de Patos de Minas contra a URT valeu pelo gol do argentino Di Santo que, de cabeça, marcou após longo jejum. Tomara que abra o caminho para muitos outros.

O Atlético foi melhor no primeiro tempo, sofreu muito na segunda etapa como o time da casa correndo atrás, segurou a vitória e valeu pelo retorno a liderança do estadual, com a ajuda da arbitragem

Clássico contra o América deixa torcida mais preocupada com o time celeste 

Cruzeiro mostra pouca força ofensiva e só empata com o América em clássico pelo Mineiro (Foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press). No destaque, Atlético vence o URT pelo placar magro de 1 a 0 (Foto;Bruno Cantini)

Para mim, o jogo do Cruzeiro contra o América, no Mineirão, seria o primeiro embate real para se ter uma análise, mesmo que fria, do atual momento do time celeste armado pelo treinador Adilson Batista.

Escrevo isso por se o Coelho um time sequencial, aquele de todo o ano, presente nas competições nacionais, diferente dos adversários estaduais que são formados apenas para jogar em três meses.

Sei que o Cruzeiro vai formar time durante toda a temporada, pois irá viver a mercê de oportunidades de mercado e até mesmo das necessidades que se fizerem ao longo da disputa.

O time que tem entrado em campo carrega um início de trabalho com jovens promessas que se fizeram no clube e outras que acabaram de chegar. Isso muda pouco o resultado final, pois não existe nenhum atleta, exceção para talentos que com pouco tempo se adaptam e se ajustam ao time e forma de atuação.

Minha análise dessa partida entre Raposa e Coelho é preocupante. Foi um jogo chato de se ver, um perde e ganha constante pelo meio, bem mais pelo erro constante de passe e não por uma pegada forte de ambos os lados.

O que se pode analisar no momento é que o Cruzeiro tem jogadores promissores, que são valores individuais. Mas o time mostra falta de força ofensiva e mais malandragem com a bola e as situações de jogo que se criam na partida.

Para iniciar está tudo mais ou menos bem, com o que tem deve chegar para decidir no estadual. Já nesta semana o Cruzeiro tem que se preocupar com a estreia na Copa do Brasil, em Roraima, contra o São Raimundo local. Precisa pelo menos empatar para seguir em frente sem que o time esteja totalmente acertado.

Vai se valer da força da juventude e do peso da camisa para superar este grande primeiro obstáculo, sabedor que a Copa do Brasil tem uma valia imensa no atual momento, principalmente financeira para o estágio atual das coisas.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-AM.

 

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