Coletivo 4ª Arte debate rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, nesta quarta-feira, no contexto de Itabira

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Os quatro anos do rompimento da barragem de Fundão, de propriedade da mineradora Samarco, uma joint-venture das multinacionais Vale e BHP Billinton, ocorrido em 5 de novembro de 2015, serão lembrados nesta quarta-feira (20), às 12h30, no espaço 4ª Arte, um programa de extensão universitária do campus local da Unifei.

O rompimento dessa estrutura de contenção de rejeitos causou a morte de 20 trabalhadores e moradores do distrito Bento Gonçalves, em Mariana, destruiu completamente os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu, localizados em Mariana, tendo provocado o maior impacto ambiental da história do país. Deixou um rastro de destruição ambiental na bacia do rio Doce até a sua foz, no distrito de Regência, no município de Linhares, no Espírito Santo.

Rompimento da barragem de Fundão poluiu a bacia do rio Doce até a sua foz, no Espírito Santo (Fotos: O Globo)

Foram despejados sobre as comunidades e no leito do rio mais de 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério, contendo, segundo se confirmou posteriormente, material tóxico que continua afetando o meio ambiente e as populações ribeirinhas, com impacto ambiental permanente e continuado.

Além disso, acabou com o sustento de centenas de comunidades camponesas, ribeirinhas e indígenas, tendo por vários dias provocado o desabastecimento de água em diversas cidades ao longo da bacia do rio Doce.

O crime ambiental, trabalhista e contra a vida humana permanece impune, assim como se arrastam desde então o pagamento das indenizações, o reassentamento dos moradores dos distritos destruídos e de todas as comunidades ribeirinhas atingidas pela lama.

Para debater esse desastre continuado, o bate-papo desta quarta-feira, no campus da Unifei, irá traçar um paralelo do crime de Mariana com os impactos da atividade mineradora em Itabira.

Para isso, o coletivo 4ª Arte convida representantes do Comitê Popular dos Atingidos pela Mineração em Itabira e região e representantes da Caritas Diocesanas, que presta assessoria técnica aos atingidos em Mariana.

Espaço

O atual espaço 4ª Arte será desativado, mas a direção do campus irá destinar outro local para esse programa de extensão universitária

O bate-papo desta quarta-feira, segundo os organizadores, será o último no atual espaço 4ª Arte, no campus da Unifei. É que esse espaço de debates e convivência universitária e aprendizado da comunidade acadêmica será desativado pela direção do campus universitário, que será destinado para a instalação de um novo laboratório.

A expectativa é de que a diretoria do campus destine um espaço alternativo para a continuidade do programa de extensão universitária, mantendo um espaço convivência tão salutar para o ambiente acadêmico e também para a interação social e cultural com a comunidade itabirana.

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