Em debate, no espaço 4ª Arte, a consciência negra na sociedade contemporânea, nesta quinta-feira, no campus da Unifei

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Leonardo Ferreira Reis*

Novembro é lembrado em todo o Brasil como o mês de Zumbi e da Consciência Negra. São muitas as lideranças negras que fazem parte da nossa história, como Chico Rei, Carolina Maria de Jesus, Carlos Mariguella, Tereza de Benguela, João Cândido, Dandara, Machado de Assis, Marielle Franco entre tantos outros.

Eles enfrentaram o racismo da sociedade brasileira para conquistar direitos como a abolição da escravidão, o fim dos castigos físicos, o sufrágio universal, e mais recentemente, as cotas raciais e sociais em universidades e em outros setores públicos.

Atualmente, os quilombos são reconhecidos como símbolo da resistência negra. E é uma luta histórica. No passado, como forma concreta de luta contra a escravidão – e hoje pela luta para garantir os seus territórios, em disputa contra grandes empreendimentos imobiliários, minerários e do agronegócio que matam e destroem para conseguir maiores lucros.

Na luta para que essas comunidade quilombolas sejam reconhecidas é fundamental manter viva a memória do povo dos quilombos. Isso ocorre por meio da história oral, pelo conhecimento  tradicional, pela agricultura camponesa.

E é só com muita luta, união e persistência que essas comunidades conquistam o reconhecimento dos seus territórios como espaços de uma nova forma de socialização e de conquista de direitos!

Na região de Itabira existem dezenas de comunidades quilombolas, sendo que a maioria delas ainda luta pelo seu reconhecimento na justiça.

Para debater essas e outras questões o Observatório dos Conflitos Rurais do Alto e Médio Rio Doce convida você, caro leitor, a participar de uma conversa sobre Comunidades Quilombolas.

Será nesta quinta-feira (11), no espaço da 4ª Arte, no campus da Unifei, que fica no distrito industrial Maria Casemira Andrade Lage.

Participarão desta conversa o representante da Federação de Comunidades Quilombolas de Minas Gerais, Jésus Araujo, e representantes da comunidade quilombola do Morro Santo Antônio, Rosinha e Vinícius, que fica na zona rural de Itabira.

Aguardamos a sua presença!

* Leonardo Ferreira Reis é professor do curso de Engenharia de Saúde e Segurança da Unifei – Itabira, coordenador do Observatório dos Conflitos Rurais do Alto e Médio Rio Doce.  leofreis@unifei.edu.br

lustração: Juan Chirioca

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