Chorographia mineira – Município e Comarca de Itabira – Distrito de Santa Maria

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Mauro Andrade Moura

A Chorographia Mineira, da parte de Itabira, foi-nos legada pelo Monsenhor Júlio Engrácia nos idos de 1897 como correspondente do “Archivo Mineiro”.

revisão – 10ª parte 

Sequência 

Distrito e freguesia de Santa Maria

“Este distrito tem como sede o arraial do mesmo nome, situado na margem direita do Riacho Girau e a 1 km do Tanque do mesmo lado, a nordeste da cidade de Itabira e a 27 km de distância: a 19º 45’ de latitude sul e a 13’30’’ de longitude, Oeste do meridiano do Rio de Janeiro. População que não conta ainda meio século, devido a ser terreno, grande uberdade, ao clima quente apropriado para o café, ostenta grande propício adiantamento.”

O povoado de Santa Maria de Itabira, como os demais desta região mato-dentrense, iniciou sua colonização a partir da extração de ouro de aluvião. Com o declínio da exploração, passou a ser região de fornecimento de grãos, animais, algodão para a fábrica de tecidos da Pedreira. E café, muito café.

Podemos citar duas fazendas que mantinham grandes áreas de plantio do café, a da Florença e a do Girau, sendo que essas entraram em declínio econômico com o advento da subvalorização do grão, com a quebra do mercado mundial em 1929 pelo excesso de produção e depois com o início da II Guerra Mundial, em 1942.

Atualmente as fazendas locais dão-se mais ao criatório de gado leiteiro, alguma plantação da praga do eucalipto, uma ou outra produção de granja de galinhas e porcos. É também um local de médio entreposto de mercadorias daquela região.

“O povoado, aumentado como de salto e com bons prédios e tudo feito com capricho, mostra a animação de seus habitantes. Tem uma Matriz pequena e de má arquitetura, porque foi a primeira capelinha que com o tempo se foi estendendo e jamais poderá ser reduzida à forma esbelta.”

Alguns poucos sobrados coloniais sobreviveram ao tempo e a vontade do novo que surgiu no mineiro pós 1940 com o advento do modernismo arquitetônico. O que muito lastimamos, pois já não temos uma boa memória de Santa Maria dos idos do século XIX.

A igrejinha também se foi. É no local foi erigida uma grande igreja no centro da cidade, sendo esta, também, como não poderia deixar de ser, em estilo arquitetônico modernista daqueles bem cubista. Ou seja, quadradona, um caixote.

“Limita o distrito, ao norte, com o de S. Sebastião do Rio Preto, da Diocese de Diamantina, município de Conceição do Serro (hoje do Mato Dentro), com 12 km; a nordeste com o da cidade de Sant’Ana de Ferros (também antigo distrito de Itabira), com 15 km; a leste com o mesmo e com o de Antônio Dias Abaixo, com 15 km; a sudeste com o de S. José da Lagoa (hoje Nova Era e antigo distrito de Itabira), com 18 km, a sul com o da cidade de Itabira, com 12 km; a oeste com o de Itambé (antigo distrito de Morro do Pilar) com 21 km. Além da sede há outro povoado à distância de 3 km ao nordeste denominado Chaves, na estrada que conduz para Sant’Ana de Ferros. O distrito não tem patrimônio público, nem civil, nem eclesiástico, e os edifícios são construídos em terrenos particulares, hoje de elevado preço, razão porque não está duplicada a sede. A rua não é calçada e mal alinhada e o povoado mal servido d’água.” 

Essa descrição geográfica, ao que parece, foi a que prevaleceu quando da elevação de Santa Maria de Itabira a cidade, decorrido algumas décadas da publicação desta Chorographia. Foi elevada a distrito pela lei provincial de n. 1.758, 1/4/1871, e com odecreto-lei n. 148, de 17 de dezembro de 1938 foi emancipada, portanto há 76 anos.

Naquela época, como atualmente, para um lugarejo, vila, arraial ou distrito ser elevado à condição de cidade, era necessário que a sede do distrito tivesse algum patrimônio público para albergar o pessoal da administração. Conseguindo isto, Santa Maria foi emancipada de Itabira, que na época ainda carregava o “Mato Dentro” no nome a fim de distinguir de Itabira do Campo, atualmente Itabirito.

Sistema hidrográfico

Fazenda do Funil, atualmente propriedade do médico José Afonso Cabral

“É o distrito atravessado pelo Rio Tanque, que parece dever seu nome a ter o leito cheio de profundos poços desde a nascente, e em alguns lugares, ter declive quase nulo; outros dizem que é derivado de um grande tanque que outrora existiu nas cabeceiras, na fazenda de Thomé Coelho Vieira. Este Rio serve, em pequena distância, de divisa às Dioceses de Mariana e Diamantina, desde a foz do Onça até onde entram as águas do Morro Escuro, 20 km. Recebe à sua margem direita pequenos tributários, sendo o mais considerável o Girau, que resume todas as águas das vertentes de leste e sul. A direita recebe alguns, sendo o mais considerável o ribeirão das Botas, que resume as águas de oeste e norte da cordilheira do Morro Escuro.”

O Rio tanque, que nasce nos distritos de Senhora do Carmo (pras bandas de Serra dos Alves, Bongue e Borges, e de Ipoema (antiga Aliança de Santo Afonso), atualmente teve as suas margens devastadas, seu leito assoreado, poluído pelos esgotos das localidades e fazendas por onde passa, transformando-se em um mero ribeirão.

Na sede do município de Itabira a mineradora Vale sugou praticamente toda a água potável disponível para sua exploração do minério de ferro, exploração esta absurda atualmente face ao conhecimento que temos para a movimentação do solo, principalmente próxima a um grande centro urbano onde estão localizadas as suas minas.

Este lavrar e separar minerais para a apuração do ferro, em Itabira, chega ao cúmulo do absurdo de o fazerem com água mineral de primeira qualidade, além do excessivo rebaixamento dos aquíferos, muito mais profundos que o lençol freático.

Atualmente, a administração municipal de Itabira, que depois de captar água do Ribeirão dos Gatos, em 1986, não fez o seu dever de casa, viabilizando outras alternativas de captação, e sem que cobrasse a dívida da mineradora Vale, que só providenciou a perfuração de sete poços profundos, dos quais metade não funciona, agora quer fazer a transposição de água do moribundo ribeirão do rio Tanque, a fim de disponibilizar água potável para a população itabirana.

Um absurdo essa transposição, à qual toda a população santa-mariense deveria se opor. E o que é pior, essa transposição está para ser promovida por um santa-mariense, o prefeito Ronaldo Magalhães.

Quando a mineradora Vale alteou em 11 metros a barragem de Santana, que capta água do Ribeirão Girau, no ano de 1997, ou 98, praticamente secou o leito do ribeirão na parte central da cidade de Santa Maria, que sofre também com os impactos ambientais do lançamento de esgotos residenciais e de pequenos estabelecimentos, sem prévio tratamento, o que provoca forte odor e a proliferação de pragas peçonhentas.

Em decorrência deste mal feito, muito mal feito mesmo, a mineradora Vale sentiu-se na obrigação de fazer a captação do esgoto sanitário do centro daquela cidade. Mas, pelo visto, mesmo tendo licenças ambientais, do estudo biológico e de afluxo das águas, foi tudo muito malfeito – e a cidade ainda sofre os impactos ambientais da mineração, com a qual não obtém lucros que pudessem comportar tamanha perda na qualidade de vida de seus moradores.

Concessões perniciosas

“O distrito é em geral montanhoso, sendo limitado por todos os pontos de seu horizonte por contínuas cordilheiras elevadíssimas, sobrepujando todas o Morro Escuro, um dos pontos mais elevados das bacias do Tanque e Piracicaba, talvez superior aos picos de Itabira e Itabiruçu.”

A cidade de Santa Maria de Itabira e boa parte das fazendas dali situam-se nos vales do Ribeirão Girau e do “Ribeirão” do Tanque, utilizando estreita faixa de terra plana que, quando ocorrem as cheias, recebem o húmus que desce das encostas.

Para o portentoso Morro Escuro já prepararam a extração de minério de ferro nele entranhado,  cuja exploração ainda não ocorreu pela dificuldade de transporte até o porto marítimo. Há ainda a considerar que a região não suporta mais um mineroduto, que já leva nossas águas d’além serras e montanhas. E a ferrovia EFVM é monopólio da mineradora Vale, que ignora, ou desdenha, o fato de se tratar de uma concessão pública federal, cujo contrato está para ser renovado por antecipação, com validade para mais 30 anos.

Um absurdo que Itabira aceita de braços cruzados, quando deveria lutar por um porto seco, um escoadouro da produção local e da região, até como incentivo à diversificação da economia regional.

Etnografia

“Pela grande cultura que sustentou desde o começo, com braço escravo, a raça preta e mestiça predomina, fazendo 2/3 da população que é de 5.500 almas. As famílias existentes são ainda vergônteas dos primeiros troncos com poucos adventícios, Não há estrangeiros.”

A colonização da região de Santa Maria de Itabira, com a licença das tais sesmarias, foi montada com base na mão de obra escrava, pois, para conseguir as mesmas, os colonos tinham de declarar a posse mínima de alguns escravos.

Portanto, daí a maior população negra daquela cidade, sem contar ainda que lá existe o “Quilombo do Barro Preto”, que é reconhecido pela Fundação Palmares.

Cultura e avifauna

Biguatinga (Anhinga-anhinga), espécie sobrevivente, fotografada na Ponte de Arame, no rio Tanque, em Santa Maria de Itabira (Foto: Carlos Cruz)

“A cultura grande dedica-se quase exclusivamente ao plantio do café, ficando a lavoura média e pequena a de cereais, cana, etc., juntamente com o café em menor escala; é por conseguinte o distrito do Município que mais exporta café, e os cereais chegando apenas para o consumo, sendo às vezes importados, Não é a razão deste proceder mal caçulo ou incúria, mas sendo as fazendas quase todas pequenas e já possuindo poucas matas, e algumas não as tendo mais, são forçadas a economizarem e deixarem descansar, para futuros recursos. As terras, não obstante frias e fracas nas circunvizinhanças das cordilheiras, tornam-se fertilíssimas ao avizinharem-se do Tanque; são pouco arenosas, mas a crosta de massapé é basta e promete longevidade produtora.”

Após o declínio da exploração do ouro de aluvião, como já dito anteriormente, as fazendas foram transformadas para a produção de cereais, nomeadamente o milho e o feijão, alguma produção de arroz e também a produção da mandioca e da cana-de-açúcar para o fabrico da rapadura e da aguardente.

Por volta de 1840 foi iniciada a cafeicultura na região, tendo sido inicialmente em Ferros pelas mãos do Comendador Francisco de Paula Andrade, tendo sido posteriormente seguido por seus sobrinhos e genros.

Citamos novamente as fazendas da Florença e do Girau como as maiores produtoras de café, ambas administradas por sobrinhos do Comendador Francisco de Paula.

“Pela máxima parte estão os terrenos reduzidos a capoeiras e campos, mas sem nenhuma desvantagem, para cereais e cana, só podendo frustrar a futura lavoura de café, se outros métodos não forem aplicados no plantio. Com a devastação das matas internou-se toda fauna para os sertões dos grandes rios, ficando reduzida a pequenos animais, sendo prejudicial nimiamente a abundância do caetatu (caititu) e do queixada, quatis, iraras, que muito estragam a lavoura do milho e da cana, e o anfíbio capivara, que assola os arrozais, não sendo devidamente garantidos. Há ainda, que raros, veados mateiros, e, pelas encostas das serras do leste, alguma anta, Em ornitologia ainda é abundante, tem todas as famílias de trepadores que há em Minas, que muito prejudicam as roças de milho, diversas espécies de rapinas, entre elas o atrevido gavião de penacho, que é entre nós o gigante da espécie, o pequeno condor dos campos, que o vulgo confunde com o corvo, chamando-o urubu rei ou caçador, e este encontra-se em todo o Estado. Existem quase todas as galináceas das margens do Piracicaba e algumas ribeirinhas, mas de arribação, como a alva garça, o socó, o jaburu, marrecos, etc.”

Como vemos, a devastação provocada pelo homem vem de antes, pois animais silvestres nesta região praticamente já não há mais. Hora a causa é pelo desmatamento desenfreado, hora pela caça excessiva, hora é pelo total desinteresse do ser humano em preservar o local onde vive.

“Em ictiologia não é abundante nem em quantidade nem em qualidade; além dos peixes comuns de todo o clima, tem o Tanque o piau, a piaba, a grumatã e corvinas, a pirapitinga. Em ofídios existem as jararacas-assú e comum, urutu, boipeba (jiboia), e a cobra fria, ou limpa-mato, que não é prejudicial a outros animais e só vive dos entes da própria espécie; tem, como em toda a parte, a útil caninana que é terrível inimiga dos ratos.”

De peixes, quase nada sobrou e houve um tempo que pela simples falta de paciência da pesca com vara, era costume jogarem dinamites dentro do leito do rio Tanque e depois recolhiam os peixes que conseguiam.

Entretanto, cobras há para todos e continuam as mesmas descritas pelo Mons. Júlio esparramadas pelos vales, leitos d’água e pedregulhos da região.

Indústria

“Exceto a pastoril, que tem alguns fazendeiros, não existe outra, a não ser um ou outro indivíduos de ofício mecânico.

As pessoas que tratam de indústria pastoril, o fazem como amadores, máxime do gado vacum e muar, e por isso procuram aperfeiçoar as raças, não poupando sacrifícios e dinheiro para obterem bom cruzamento de sangue; as pastagens são excelentes. Talvez em menos de meio século seja o elemento forçado de riqueza do distrito, porque as matas quase já desapareceram; as capoeiras de muito arroteadas se vão tornando em campo; a modo que dentro de nalguns anos, mesmo para os cereais, será força por-se em prática outro sistema de cultura. A indústria da extração do ferro, que se acha abandonada, depois de ter sido por alguns anos, e sem muito sucesso, explorada, pode futuramente ser um elemento de riqueza, chegando a linha férrea, que cortará o distrito em toda a extensão pelas margens do Girau e depois do Tanque, pois combustível há grande extensão de matas, inúteis à cultura. O comércio do distrito, mesmo na crise que atravessamos, é animado e tem estabelecimentos bem fundados e em constante atividade.”

Em meados de 1850, uma ou outra fazenda mantinha também a produção de ferramentas com pequenas forjas, aproveitando as matas que tinham para a utilização do carvão vegetal.

Já as forjas do Girau, que aproveitavam as matas da redondeza com a utilização do carvão vegetal, foram vendidas aos ingleses e posteriormente extintas com a criação da mineradora CVRD, hoje Vale.

Posteriormente, foram as siderúrgicas de Barão de Cocais, Caeté e João Monlevade  que muito bem aproveitaram de toda essa mata que antes havia em Santa Maria e arredores.

“A linha férrea passaria por Santa Maria de Itabira…”. Ao que parece, ocorreu algum entrevero com o proprietário das terras por onde passaria a ferrovia, na região de São Pedro e chegando do Piçarrão. Para evitar o confronto, na altura de Capoeirana (Nova Era), o traçado ferroviário foi desviado e subiu a serra pelas margens do Rio de Peixe (atualmente também transformado em ribeirão).

Foi sem dúvida uma grande perda para aquela localidade, considerando que até meados de 1980 a EFVM (Estrada de Ferro Vitória Minas) ainda se dispunha a transportar pequenas cargas em seus vagões, a saber o sal oriundo do Nordeste e outros bens e utensílios produzidos na costa brasileira ou de advindos da importação. A ferrovia chegou a transportar alguma carga de animal vivo daqui para o leste mineiro.

O Mons. Júlio Engrácia vaticinou e acabou acontecendo: atualmente a força motriz de produção pastoril em Santa Maria de Itabira é o gado, preferencialmente o nelore e algum gado leiteiro da raça girolando, sendo que a produção leiteira dali suporta a manutenção da cooperativa de leite local. 

Segue em uma próxima postagem neste site Vila de Utopia…

 

Sobre o Autor

8 Comentários

  1. Joana d'Arc Torres de Assis em

    Na parte inicial da história de Santa Maria de Itabira, há documentalmente novos dados, que alteram alguns da Chorographia Mineira aqui declarados. Porém o todo da exposição, além de amplo, é excelente! Parabéns ao Mauro. Sinto nada haver encontrado no Acervo FAG / Francisco de Assis Gonçalves sobre a Fazenda da Florença, santa-mariense. Devia fazer suas transações comerciais por intermédio dos Irmãos Rosa, de Itabira.

    • Mauro Andrade Moura em

      Olá, Prof. Joana D´Arc.

      Mons. Júlio Engrácia esforçou-se sobremaneira para escrever este grande e grandioso artigo Chorographia Mineira – parte de Itabira, pois é completo e fonte ampla de referência e consulta a todos nós.
      Porém, o mesmo em alguns momentos equivocou-se por falta de maiores informações ou conhecimento detalhado ou específico, daí essa revisão que venho fazendo e contando com o apoio de todos pela leitura de sempre e complementos à mesma, pois é um documento de todos nós.
      A Fazenda da Florença, após as divisões sucessórias, sua base ainda continua na nossa família Andrade após sua abertura pelo Comendador Cassemiro Carlos da Cunha Andrade, considerando que a senhora descende do irmão dele, o Comendador Francisco de Paula Andrade, o primeiro cafeicultor do Município e região.
      Grato pela prestimosa leitura,
      Mauro

    • Mauro Andrade Moura em

      É uma pena, Margarida, a Chorographia serviu a uns poucos estudantes de História e nunca foi utilizada no liceu.
      Os professores de historia brasileiros do ginasial/liceu gostam muito de ensinar a história pronta, aquela já posta nos livros e não incentivam quase nada a pesquisa estudantil.
      Uma pena!
      O que a Chorographia nos traz da flora e fauna, com s rios e seus peixes é fantástico!
      Grato pela leitura.

  2. Trabalho fidedigno, que demonstra grande esforço de pesquisa, compreensão abrangente de temas diversos, e compartilhamento gratuito de conhecimento adquirido. Minha sincera gratidão, Sr. Mauro.
    São muito pertinentes suas críticas aos danos ambientais causados pela exploração irresponsável de recursos naturais da região em estudo. O desenvolvimento sustentável não é apenas necessário, mas é também possível. E é neste sentido que penso que se deve cobrar o comprometimento das empresas e dos governos, em todas as esferas de poder. Além disso, é sempre bom lembrarmos que, não apenas o patrimônio natural, mas também o patrimônio cultural é tutelado pelo Direito Ambiental.
    Parabéns pelo excelente trabalho!

  3. Mauro Andrade Moura em

    Então, Heloisa, são muitos bons anos de leitura e extensas caminhadas com meu saudoso pai, meu mestre particular, o qual foi me passando a noção do observar e entender o desenvolvimento e a perda de tudo no nosso meio. Além, é claro, das ligações parentais de todos pelos caminhos que passávamos.
    A Chorographia está aí, já centenária, e que sirva de referência de como era tudo isto aqui, como está atualmente e como poderá ficar em futuro próximo e longínquo. Basta haver bom entendimento somado a efetiva pesquisa e estudos gerais de todos envolvidos na questão.
    Grato pela leitura.

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