CDL de Itabira insiste na reabertura do comércio. Prefeito deve aguardar evolução da pandemia nos próximos dias antes de decidir

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O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Maurício Martins, disse em reunião com o vereador Weverton “Vetão” Andrade (PSB), nessa quarta-feira (22), que os comerciantes estão à beira da falência e muitos já fecharam os seus estabelecimentos em definitivo.

Para o dirigente, a atual conjuntura social e econômica é de cautela e incertezas entre os lojistas itabiranos, depois de completado, no sábado (18), um mês de fechamento do comércio no município.

Maurício Martins , da CDL: “comerciantes não aguentam mais 30 a 60 dias com as portas fechadas.” (Foto: Rodrigo Ferreira)

Segundo informou Martins, desde que o comércio foi fechado já ocorreram mais de 1,2 mil demissões de comerciários na cidade, além de 2 mil suspensões de contrato. Nesse caso, o comerciante divide com o governo federal o acerto salarial.

Ainda decorrente do fechamento do comércio, outros 2 mil comerciários tiveram redução da carga horária – e mais de mil, que tinham direito, estão em gozo de férias.

Além disso, mais de 20 empresas já deram “baixas” no registro comercial, de acordo com levantamento realizado pela CDL em 13 escritórios de contabilidade da cidade.

E a previsão, segundo o dirigente lojista, é que esse número chegue a 100 se não houver medida emergencial de fortalecimento desse segmento.

Flexibilização

O dirigente lojista aguarda um posicionamento do prefeito Ronaldo Magalhães sobre as reivindicações contidas em documento encaminhado pela CDL à Prefeitura, em 6 de abril.

No documento, a CDL se compromete, em nome dos associados, a cumprir uma série de medidas cautelares e preventivas, para que ocorra a abertura gradual do comércio no município. “Mas ainda não tivemos retorno”, disse Maurício Martins.

A decisão de reabrir ou não o comércio, e mesmo de estabelecer um calendário para que isso ocorra, é do prefeito municipal. “O comércio não aguenta mais 30 a 60 dias de quarentena. Podemos reabrir de forma responsável”, propôs o comerciante.

Contudo, o mais provável é o prefeito não atender ao pedido de reabertura. Acontece que a previsão é de o pico da doença ser atingido nos próximos dias, quando se saberá o tamanho da pandemia no país – e de como serão os seus reflexos em Itabira.

Prudência

A cautela e a prudência recomendam manter as medidas restritivas, com isolamento social e o comércio não essencial fechado nos próximos dias.

De acordo com o subsecretário de Comunicação da Prefeitura, Ricardo Guerra, a Prefeitura ainda não tem previsão para a reabertura do comércio. “Existem discussões sobre uma possível flexibilização”, ele adianta.

Mas diz que a prioridade no momento está sendo a “otimização do sistema de saúde itabirano, com aumento do número de leitos, aquisição de testes rápidos e diversas outras ações para que a flexibilização, com critérios definidos, possa ser realizada com segurança”.

Conforme ele enfatiza, o cenário atual de fechamento do comércio com desemprego, infelizmente, não é exclusividade em Itabira. “As possíveis contribuições da Prefeitura em relação ao comércio estão sendo discutidas e alinhadas com a Acita e CDL.”

 

 

 

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