Autismo: como cuidar e tratar com respeito e dignidade em todas as áreas

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Será realizada nesta terça-feira (11), às 19 horas, no auditório da Câmara Municipal de Itabira, audiência pública para abordar o tema Autismo e seus desafios.

Autor do requerimento para a realização da audiência, o vereador Weverton “Vetão” Andrade (PSB) explica o que o objetivo é promover um debate com todos os agentes públicos responsáveis pelo atendimento ao autista em todas as áreas. Para isso estão convidados especialistas, pais, autistas e demais interessados.

Após a audiência será apresentado um fluxograma dos atendimentos em Itabira, com diagnóstico das falhas e gargalos que precisam ser sanados. Um documento público com propostas será encaminhado aos agentes responsáveis pelo atendimento das necessidades do autista.

O que é autismo 

O símbolo do autismo é um quebra-cabeça representando a sua diversidade e complexidade

Segundo a revista Autismo, especializada no tema, essa condição de saúde tem designação oficial de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).  Trata-se de uma condição de saúde que se caracteriza por um déficit na comunicação social (socialização e comunicação verbal e não verbal) e comportamento (interesse restrito e movimentos repetitivos).

Explica ainda que não há um só, mas muitos subtipos do transtorno. O tema é tão abrangente que se utiliza do termo “espectro”, pelos vários níveis de comprometimento. Isso significa que há desde pessoas com outras doenças e condições associadas (comorbidades), como deficiência intelectual e epilepsia, até pessoas independentes, com vida comum. “Algumas pessoas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico.”

Pouco se conhece sobre as causas do autismo. Sabe-se, entretanto, que fatores genéticos são importantes na determinação de suas causas, estimados entre 97% e 99%, sendo 81% hereditários e ligados a mais de 800 genes.

Outras causas, mas de menor importância, podem ser atribuídas a fatores ambientais, ente 1% a 3%. São fatores ainda controversos, mas que podem estar associados à idade paterna avançada ou ao uso de ácido valpróico (anticonvulsionante) na gravidez.

Tratamento e sinais

Os primeiros sinais de autismo podem surgir a partir de um ano e meio de idade – e até mesmo antes, em casos mais graves. Daí a importância de iniciar o tratamento o quanto antes, ainda que seja apenas uma suspeita clínica, sem diagnóstico preciso.

“Quanto antes comecem as intervenções, maiores são as possibilidade de melhorar a qualidade de vida da pessoa”, prescreve a revista especializada. A publicação destaca ainda que, segundo a Associação Americana de Psiquiatria, o tratamento psicológico apresenta mais evidência de eficácia. Essa terapia de intervenção comportamental deve ser aplicada por psicólogos.

Entretanto, o tratamento deve ser interdisciplinar, com participação também de fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, entre outros profissionais, conforme é a demanda de cada autista.

São vários os sinais que podem indicar se a pessoa é autista. “Apenas três deles presentes numa criança de um ano e meio já justificam uma suspeita para se consultar um médico neuropediatra ou um psiquiatra da infância e da juventude.”

Entre esses sinais estão o da pessoa autista não manter contato visual por mais de dois segundos, não atender quando é chamado pelo nome, isolar-se e não se interessar por contatos com outras pessoas, ficar preso à rotina, fazer movimentos repetitivos sem função aparente, dentre outros.

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