Atlético volta a campo no domingo com força quase total após surto de coronavírus e entrevero com torcedores

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 Luiz Linhares*

Considero boa a performance atleticana no período Covid19 que se instalou por um período no Centro de Treinamento de Vespasiano. Mesmo com um considerável número de atletas infectados, e outros tantos da comissão técnica, o que se viu foi um empate em Fortaleza contra o Ceará e uma vitória, digamos a duras penas, da fraca equipe do Botafogo no Mineirão.

Nada fora dos padrões, dada a condição pandêmica, obtendo dois pontos no Nordeste que podem ser cobrados por alguém mais exigente e que imaginaria um time mais firme em seus propósitos.

Fora isso, o São Paulo também tropeçou em Fortaleza contra o tricolor local. Deixou também dois pontos importantes na busca da equiparação de jogos e vislumbrando o topo da tabela.

Pelo que observo, Atlético e São Paulo terão mais possibilidade de equilíbrio. Isso devido ao fato de que os dois clubes irão focar somente no campeonato Brasileiro, no caso do tricolor, pelo menos até o Natal e o Ano Novo, quando volta à disputa pela Copa do Brasil.

Com certeza boas jogadas vão acontecer para o São Paulo, até acertar as partidas em atraso que podem lhe render uma melhor colocação e distanciamento.

Já o Atlético tem para a semana o Internacional em Belo Horizonte, oponente entre os melhores e que vem de mal a pior nas últimas rodadas. Entrará em campo, com certeza, um Atlético bem mais encorpado, com volta de alguns titulares recuperados e com fome de bola.

Acerto defensivo é sem dúvida preocupação principal de Sampaoli, como é também necessário um treinamento a mais para os fundamentos da finalização. São pecados que têm se tornado capitais ao Atlético e lhe tirado chance de conquistas em vitórias e atuações boas sem a sustentação de tais fundamentos.

O torcedor tem feito a sua parte ao cobrar eficiência e principalmente profissionalismo de todos. A torcida, com razão, está insatisfeita com os caminhos da liberdade que o grupo se deu, o que levou ao grande número de infectados pela covid19.

Cobranças têm sido feitas constante como a do último final de semana, quando o carioca Marrony e o venezuelano Borrero foram descobertos em noitada e fortemente repreendidos por torcedores, ainda que não precisassem levar a mão ao rosto do atleta Marrony, tirando a sua máscara.

Todo cuidado é pouco, seja com a pandemia em curso e ou mesmo com a postura de ação. Afinal, o comprometimento deve ser com o objetivo único que é de se tornar o melhor do Brasil.

Fantasma de novo rebaixamento volta a assombrar o Cruzeiro. Já o América segue firme na série B

América vence o Cruzeiro por 2 a 1 na partida do primeiro turno e continua favorito (Foto: Mourão Panda/América)

Confesso que eu havia ficado entusiasmado novamente após a vitória do Cruzeiro em Chapecó contra a Chapecoense. Aquela vitória e a partida seguinte pareceram que iriam dar tranquilidade e confiança para a busca de mais três pontos, já tendo na sequência o América e o Brasil de Pelotas, em BH.

Dizem que alegria de pobre dura pouco. Foi assim que me decepcionei ao acordar para a realidade na última sexta-feira, quando o time celeste caiu frente ao Confiança, de Sergipe, dentro do Mineirão.

Com todo o respeito que merece o Confiança, que até mostrou ter um bom time, é inaceitável que o Cruzeiro perca uma partida em casa, quando precisa desesperadamente emplacar seguidas vitórias para tentar sair do sufoco.

Resumo da história: tenho de aceitar que mesmo com os reforços que chegaram o time ainda é bem fraco e não tem até então força para mudar o cenário.

Digo até então por conhecer bem o futebol e as peças que ele nos prega. Só um milagre para fazer do atual Cruzeiro um time vencedor.

Daí que reconheço que, para o meio de semana, o América é favorito no clássico mineiro. O Coelho tem todos os predicados que faltam ao lado azul. Mas volto a dizer: é o futebol e tão somente ele pode mudar a história.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-AM.

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