Após alteamento, Itabiruçu terá capacidade para armazenar 313 Mm³ entre rejeitos e água, confirma a Vale

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Em resposta à reportagem deste site Vila de Utopia, a mineradora Vale confirma que, com a conclusão das obras de alteamento, a barragem de Itabiruçu terá “volume máximo previsto em projeto de armazenagem de 313 milhões de metros cúbicos (Mm³)”. Isso entre rejeitos de minério de ferro e o reservatório de água, que supre a demanda das usinas de concentração do complexo Conceição.

Até então, era divulgado um volume atual do reservatório de 130,7 Mm³ – e que a capacidade máxima do projeto seria de 223 Mm³, conforme consta no cadastro nacional de barragens da Agência Nacional de Mineração (ANM). Só que pela tabela apresentada em relatório da Supri (leia aqui), com base em estudo de impacto ambiental realizado pelo empreendedor, Itabiruçu já dispõe dessa capacidade de armazenamento.

A Vale sustenta também que esse volume de capacidade máxima, de 313 Mm³, apresentado pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), é “coerente com o volume de ocupação máximo, previsto em projeto e também divulgado pela Vale”.

Mas só agora, por meio deste site, tornou-se público que a capacidade de armazenagem  de Itabiruçu será bem maior. Essa informação já era de conhecimento das autoridades ambientais, mas não do público itabirano. Não foi sequer divulgada na reunião pública, realizada em 28 de junho, na Câmara Municipal, para tratar do assunto.

Rastro da lama

Atividades complementares estão sendo realizadas em Itabiruçu, segundo a Vale (Foto: Carlos Cruz)

Ainda segundo a assessoria de imprensa da Vale, “a mancha” (áreas do autossalvamento e das zonas secundárias), adotada para o simulado de sábado (17), considerou “o volume de projeto na elevação atual e também o acréscimo de volume da barragem Rio de Peixe”.

Entretanto, segundo divulgou a Defesa Civil, antes do simulado, para efeito de cálculo da “mancha” foi considerado o volume de 223 Mm³, – e não sobre 313 Mm³.

Ao atingir esse volume, por certo a área que pode ser impactada, e os números de moradores que serão atingidos pela lama, em caso de ruptura da estrutura, são bem maiores do que vem sendo apresentado, por certo acima de 20 mil moradores.

Reforço

Por fim, a empresa esclarece que, à jusante da barragem estão sendo realizadas atividades complementares da obra de alteamento de Itabiruçu.

“Paralelamente, estão sendo realizados estudos e análises mais aprofundados sobre os assentamentos diferenciais identificados no terreno, passíveis de ocorrer neste tipo de obra. Cabe ressaltar que a barragem é construída pelo método a jusante, considerado o mais seguro.”

 

 

 

 

 

 

 

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