Ampliação de pilha de estéril em Itabira tem audiência pública nesta quinta-feira. Participe

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Para continuar minerando em Itabira por um período muito além de 2029, que é a data informada pela mineradora à Bolsa de Nova Iorque para o fim das reservas atualmente conhecidas, sem contar os recursos que podem ser viabilizados para exploração futura, a mineradora Vale busca alternativas ambientalmente necessárias para dispor rejeitos gerados pelas usinas de concentração, assim como também dar destinação adequada ao material estéril em pilhas.

É o caso do projeto da Pilha de Disposição de Estéril (PDE) Canga Sudeste, localizada na Mina Conceição, no complexo Itabira-MG, que será ampliada.

Para o licenciamento da nova estrutura pelo órgão ambiental estadual, vai ser realizada nesta quinta-feira (21), às 19h, uma audiência virtual. O objetivo legal da audiência é dar conhecimento do projeto, informar e ouvir a sociedade itabirana sobre as medidas mitigadoras já apresentadas, assim como debater novas possibilidades compensatórias.

A audiência virtual pode ser acessada e acompanhada participativamente pelo link vale.com/Itabira. Acesse o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) aqui. E o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) aqui. E mais informações sobre a audiência acesse por aqui.

Impacto menor

Conforme informa a assessoria de imprensa da Vale, a estrutura já é existente e será ampliada para receber mais material estéril das mina de Conceição. O investimento é de cerca de R$ 80 milhões.

Com a ampliação da estrutura, não vai ser preciso ocupar novas áreas que já não estejam impactadas pela mineração. Sem isso, ocorreria desmatamento muito além do que está previsto no projeto, impactando ainda mais a flora e a fauna.

É o que informa a mineradora: “Estudos e pesquisas realizadas por empresa especializada apontaram a ampliação como alternativa mais vantajosa ambientalmente, uma vez que há a possibilidade de reaproveitamento de parte da área da empresa já ocupada pelo empreendimento.”

Ganhos diretos e indiretos

Segundo o gerente-executivo do Complexo Itabira, Daniel Daher, a ampliação da pilha para receber mais estéril da mina Conceição é imprescindível para a continuidade da mineração no município, assegurando a arrecadação tributária e de royalties, além de gerar empregos e oportunidades de negócios.

E, ainda, diz a empresa, assegura a manutenção de postos de trabalho com a continuidade da operação do complexo minerador.

Além disso, na fase de implantação serão gerados 120 novos postos de trabalho temporários.  “A prioridade é a contratação de mão-de-obra e fornecedores locais”, afirma Daniel Daher. Para os cofres municipal e estadual o empreendimento vai  gerar o recolhimento de R$ 1,7 milhão em tributos.

Área impactada

O projeto de expansão da pilha prevê estocar 61,59 milhões de metros cúbicos (Mm3) de material estéril, que é a parte não aproveitável economicamente nas usinas de concentração do complexo Conceição.

A pilha expandida ocupará área de 182,26 hectares (há), sendo 125,88 ha de contrapilhamento com a pilha já existente – e 56,38 ha de área nova. Para a sua expansão está prevista a supressão de 67,66ha de vegetação nativa em estágio médio de regeneração.

Esse desmatamento, diz a empresa, será compensada em outra área aproximada de 229,91ha. Mas não informa se essa área já se encontra com cobertura vegetal ou se a compensação ocorrerá em áreas degradadas de terceiros – e que possam ser adquiridas para reabilitação com nova cobertura florestal com espécies nativas.

O projeto ainda contempla um aterro de sedimentos com capacidade de 184 mil metros cúbicos e uma área de 7,05 ha para receber o material dragado da barragem Rio de Peixe. Trata-se de estrutura em operação e já licenciada, que receberá os sedimentos da PDE Canga Sudeste.

Compromissos

Como compensação ambiental pela implantação do projeto PDE Canga Sudeste, a Vale adianta que vai desenvolver uma série de programas relacionados à preservação do meio ambiente e segurança das suas operações e da comunidade.

Entre as medidas mitigadoras e compensatórias já apresentadas ao órgão ambiental estadual estão o programa de controle de erosão e de monitoramento geotécnico, hídrico e de fauna.

Ocorrerá também o resgate de fauna. Aves e e animais serão transferidos para outras áreas florestais preservadas na região. Outras medidas mitigadoras previstas estão contidas no plano de recuperação de áreas degradadas (Prad) e de gestão ambiental de obras.

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1 comentário

  1. Se tudo for rigorosamente planejado pensando repensado e se todos forem a favor ( digo os que são a favor do desenvolvimento de Itabira ) com certeza essa nova empreitada será benéfica e poderá através de uma política humana , séria , competente e acima de tudo honesta , poderá concertar e nos tirar deste atraso sócio econômico. “Não se sabe ” onde foram parar tantos tostões de impostos . Temos obras que já deveriam virar coisa pra turista e coisa de museu colaborando apenas com o nosso acervo arquitetônico, exemplo rodoviária que foi construída no tempo do Daniel e até hoje com essa loucura que virou o centro continua do mesmo jeito . Esta cidade deve esconder muitos segredos e muitas maracutaia pra hoje ainda estar desse jeito . Eu particularmente para mim vale mais uma terra adubada e boa pra plantar , do que esses minerais que podem trazer beneficios negados e desviados por anos e anos a nossa cidade . Com certeza vai haver muitos entendidos que vão questionar com as mais Esdrúxulas opiniões, mas é preciso e temos agora um prefeito que com certeza estará atento a qualquer inviabilidade ambiental que possa comprometer para o futuro uma cidade com um ar respirável e com o verde prevalecendo . Mas pra não dizer que sou bonzinho também como o Raul tenho o que reclamar da Vale . Cubram estas montanhas que não geram mais nada com plantas e árvores ( difícil porque em escória de minério ou areia num nasce nada ? ) Não nao não .. cavem grandes covas ou valetas ponham terra boa e verão a primavera . E toca o barco . ## NÓ ATÉ POETIZEI NO FIM DO TEXTO %% … VERÃO A PRIMAVERA €£€